Entraves para uma política linguística educacional decolonial no curso de “Letras – Inglês” de uma universidade estadual cearense

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29051/el.v11i00.20015

Palavras-chave:

Decolonialidade, Política Linguística, Currículo, Formação Docente

Resumo

Políticas linguísticas potencializam a compreensão e as lutas por mudanças necessárias em contextos educacionais e são essenciais nos dias atuais, em que processos de globalização e de utilização de recursos tecnológicos tornam, cada vez mais, obsoletas ideias conservadoras e pouco contextualizadas com as demandas da sociedade contemporânea. Através de procedimentos da análise dialógica do discurso (Bakhtin, 2010; 2016), este estudo explora a importância de uma política linguística educacional (Shohamy, 2006) na formação de professores de Língua Inglesa. A análise dos dados considera pesquisas anteriores (Lins Jr., 2019, Lins Jr.; Moraes, 2023) realizadas na Universidade Estadual Vale do Acaraú e os resultados apontam para um currículo colonizado(r) e suas implicações na formação dos futuros professores egressos dessa instituição.

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Biografia do Autor

José Raymundo F. Lins Júnior, Universidade Estadual Vale do Acaraú

Universidade Estadual Vale do Acaraú, Sobral – CE – Brasil. Pós-doutor em Linguística Aplicada (UECE) e em Estudos Portugueses (UAb-Lisboa), Coordenador do curso de “Letras – Habilitação em Língua Portuguesa UAB/UEVA, docente colaborador do PROFLETRAS/UECE.

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Publicado

26/12/2025

Como Citar

LINS JÚNIOR, J. R. F. Entraves para uma política linguística educacional decolonial no curso de “Letras – Inglês” de uma universidade estadual cearense. Revista EntreLinguas, Araraquara, v. 11, n. 00, p. e025016, 2025. DOI: 10.29051/el.v11i00.20015. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/entrelinguas/article/view/20015. Acesso em: 15 jan. 2026.