Perspectivas lúdicas para o ensino de ciências no início da educação fundamental

Aline Juliana Oja-Persicheto

Resumo


O cenário de pesquisas sobre o ensino de Ciências na fase inicial da escolarização indica questões emergentes sobre as práticas pedagógicas desenvolvidas nível de ensino. Ademais, ainda que seja reconhecida a importância de ensinar Ciências desde o início da Educação Básica, ainda persiste o espaço residual e restrito desta disciplina nos primeiros anos de escolarização. Aliado a esse quadro complexo, as práticas escolares tem se apresentado, em grande parte, com ênfase nas aulas expositivas, com reduzida participação dos estudantes em seu processo de aprendizagem. De tal modo, algumas investigações têm se desenvolvido com a intenção de subsidiar a construção de práticas pedagógicas pautadas nas especificidades da infância na aprendizagem dos conceitos científicos. Assim, o presente trabalho, de natureza teórica, objetivou discutir as principais potencialidades da perspectiva lúdica para a atuação do professor multidisciplinar, apresentando situações possíveis de serem realizadas no contexto escolar e que contribuam com aprendizagem das crianças em uma atmosfera que estimule cada vez mais o interesse e a curiosidade. A revisão da literatura indicou várias alternativas, sendo que, para este texto, foram selecionados: os jogos didáticos, as obras  de literatura infantil e o teatro. A análise do uso desses recursos permitiu concluir que as perspectivas lúdicas, quando planejadas e desenvolvidas de modo criterioso, podem representar um elemento fundamental do processo de ensino que favorece a aprendizagem dos estudantes de modo qualitativo.

 


Palavras-chave


Ensino de Ciências. Anos iniciais do Ensino Fundamental. Atividades lúdicas. Práticas pedagógicas.

Texto completo:

PDF

Referências


BARBOSA-LIMA, M. C. Explique o que tem nessa história. 2001. 150f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2001.

BIZZO, N. Ensino de ciências: fácil ou difícil? São Paulo: Biruta, 2009.

BORGES, G. L. de A. Caderno de formação: formação de professores / didática dos conteúdos. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2012.

BRASIL. Lei n.11.274, de 6 de fevereiro de 2006. Altera a redação dos arts. 29, 30, 32 e 87 da Lei n.9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, dispondo sobre a duração de 9 (nove) anos para o ensino fundamental, com matrícula obrigatória a partir dos 6 (seis) anos de idade. Diário Oficial da União: República Federativa do Brasil: Poder Legislativo, Brasília, DF, 7 fev. 2006. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11274.htm. Acesso em: 14 nov. 2017.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ciências Naturais (1º e 2º ciclos). Brasília, 1997.

CAMPOS, L. M. L; BORTOLOTO, T. M.; FELÍCIO, A. K. C. A produção de jogos didáticos para o ensino de ciências e biologia: uma proposta para favorecer a aprendizagem. 2002. Disponível em: http://www.unesp.br/prograd/PDFNE2002/ap roducaodejogos.pdf. Acesso em: 14 nov. 2017.

DELIZOICOV, N. C.; SLONGO, I. I. P. O ensino de Ciências nos anos iniciais do Ensino Fundamental: elementos para uma reflexão sobre a prática pedagógica. Série – Estudos: Periódico do Programa de Pós-Graduação em Educação da UCDB, Campo Grande, n.32, p.205-221, jul./dez. 2011.

FUMAGALLI, L. O ensino de ciências naturais no nível fundamental de educação formal: argumentos a seu favor. In: WEISSMANN, H. (Org.). Didática das ciências naturais: contribuições e reflexões. Porto Alegre: ARTMED, 1998. p.13-29.

FRACALANZA, H.; MEGID NETO, J. (Org.). O livro didático de ciências no Brasil. Campinas: Ed. Komedi, 2006.

GOMES, R. R.; FRIEDRICH, M. A contribuição dos jogos didáticos na aprendizagem de conteúdos de Ciências e Biologia. In: EREBIO,1, 2001, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: SBEnBio, 2001. p.389-92.

KINDEL, E. A. I. Práticas pedagógicas em ciências: espaço, tempo e corporeidade. Erechim: Edelbra, 2012.

KISHIMOTO, T. M. O jogo e a educação infantil. São Paulo: Pioneira, 1994.

LEITE, G. M. da S.; LIMA, F. G. C. de L.; CALDAS, A. de J. O ensino de ciências por meio de práticas lúdicas no recreio escolar. Revista da SBEnBio, São Paulo, n.7, p.2722-2730, out. 2014.

LORENZETTI, L. Alfabetização científica no contexto das séries iniciais. 2000. 143f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Centro de Ciências da Educação, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2000.

PIASSI, L. P.; ARAÚJO, P. T. A literatura infantil no ensino de ciências: propostas didáticas para os anos iniciais do Ensino Fundamental. São Paulo: Edições SM, 2012.

RAMOS, E. M. de F.; FERREIRA, N. C. Brinquedos e jogos no ensino de Física. In. NARDI, R. (Org.). Pesquisa em ensino de Física. São Paulo: Editora Escrituras, 1998. p.127-138.

SILVEIRA, A. F da; ATAIDE, A. R. P. de; FREIRE, M. L. de F. Atividades lúdicas no ensino de ciências: uma adaptação metodológica através do teatro para comunicar a ciência a todos. Educar em revista, Curitiba , n.34, p.251-262, 2009.

SOUSA, E. M., et al. A importância das atividades lúdicas: uma proposta para o ensino de ciências. In: CONNEPI, 7., 2012, Palmas. Anais..., Tocantins: Instituto Federal do Tocantins, 2012. Disponível em: propi.ifto.edu.br/ocs/index.php/connepi/vii/paper/view/3948/2742. Acesso em: 14 nov. 2017.




DOI: https://doi.org/10.30715/rbpe.v19.n2.2017.10959

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2018 DOXA: Revista Brasileira de Psicologia e Educação



 

 

 

 

DOXA: Rev. Bras. Psicol. Educ., Araraquara, São Paulo, Brasil, e-ISSN: 2594-8385, p-ISSN 1413-2060.

DOI: 10.30715/rbpe

Licença Creative Commons Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.