Política de Avaliação por Pares

Política de Avaliação por Pares - DOXA – Revista Brasileira de Psicologia da Educação

 

(Alinhada aos princípios da Ciência Aberta, COPE, DOAJ e boas práticas editoriais internacionais)

1. Princípios Gerais

A DOXA – Revista Brasileira de Psicologia da Educação adota a avaliação por pares como mecanismo central de garantia da qualidade científica, da integridade acadêmica e da qualificação dos manuscritos submetidos ao periódico.

A política de avaliação da revista está fundamentada nos princípios da Ciência Aberta, da ética e integridade científica, da transparência editorial, da responsabilidade acadêmica, da qualificação científica dos manuscritos, da imparcialidade e do respeito à diversidade epistemológica.

A DOXA compreende a avaliação por pares como um processo científico, formativo e colaborativo, cujo principal objetivo é contribuir para o aprimoramento da produção científica.

2. Qualificação Científica como Pilar da Avaliação

A DOXA estabelece como princípio editorial que a avaliação por pares deve priorizar a qualificação do artigo científico, por meio de pareceres técnicos, éticos e construtivos.

Os pareceres têm como finalidade fortalecer a qualidade científica do manuscrito, contribuir para o amadurecimento teórico e metodológico, orientar correções e aprimoramentos e promover rigor científico e clareza acadêmica.

A rejeição de manuscritos constitui medida excepcional, aplicada principalmente em situações de má conduta científica, violação ética grave, incompatibilidade absoluta com o foco e escopo da revista ou inviabilidade científica e metodológica incontornável.

3. Modalidades de Avaliação por Pares

A DOXA poderá adotar diferentes modalidades de avaliação, conforme a natureza da submissão, a política editorial vigente, as diretrizes da Ciência Aberta e a decisão editorial.

3.1 Avaliação Simples-Cega (Single-Blind Peer Review)

Na avaliação simples-cega, os pareceristas têm acesso à identificação dos autores, enquanto os autores não têm acesso à identidade dos pareceristas.

Esta modalidade poderá ser utilizada conforme especificidades da área, disponibilidade de avaliadores e decisão editorial.

3.2 Avaliação Duplo-Cega (Double-Blind Peer Review)

Na avaliação duplo-cega, a identidade dos autores é ocultada aos pareceristas e a identidade dos pareceristas é ocultada aos autores.

Esta modalidade constitui o modelo prioritário adotado pela DOXA, visando redução de vieses, maior imparcialidade e equidade na avaliação científica.

3.3 Avaliação Aberta Simples (Single Open Peer Review)

Na avaliação aberta simples, a identidade dos pareceristas poderá ser revelada aos autores, os autores poderão permanecer identificados aos avaliadores e poderá haver interação científica entre autores e pareceristas.

Essa modalidade busca promover transparência editorial, responsabilização científica e fortalecimento da Ciência Aberta.

3.4 Avaliação Aberta Dupla (Double Open Peer Review)

Na avaliação aberta dupla, autores e pareceristas têm ciência mútua de suas identidades, os pareceres poderão ser publicados junto ao artigo e o processo poderá incluir diálogo acadêmico aberto entre os envolvidos.

A adoção deste modelo dependerá da concordância dos participantes, das diretrizes editoriais vigentes e das práticas de Ciência Aberta adotadas pela revista.

4. Publicação de Pareceres

Em alinhamento às práticas da Ciência Aberta e às recomendações do DOAJ, a DOXA poderá publicar pareceres anonimizados, pareceres identificados, histórico editorial do manuscrito e interações entre autores e pareceristas.

A publicação dos pareceres poderá ocorrer mediante autorização dos avaliadores, conforme política editorial vigente, com ou sem identificação nominal.

5. Avaliação Editorial Inicial (Desk Review)

Antes da avaliação por pares, todos os manuscritos passam por triagem editorial preliminar, considerando adequação ao foco e escopo da revista, originalidade e relevância científica, qualidade mínima do manuscrito, conformidade ética, verificação de similaridade e integridade científica e atendimento às normas editoriais.

Nesta etapa, o manuscrito poderá ser encaminhado à avaliação, devolvido para ajustes ou rejeitado de forma fundamentada.

6. Critérios de Avaliação Científica

Os pareceristas deverão considerar originalidade e contribuição científica, relevância para a Psicologia e Educação, fundamentação teórica, consistência metodológica, clareza argumentativa, qualidade da análise e discussão, atualidade das referências e conformidade ética e científica.

7. Pareceres e Decisões Editoriais

Os pareceres poderão recomendar aceite sem revisões, aceite com revisões menores, revisões maiores, nova rodada de avaliação ou rejeição.

A decisão final compete ao Editor ou Editor-Chefe, fundamentada nos pareceres emitidos, nos princípios éticos da revista e nas diretrizes editoriais vigentes.

8. Correções e Revisões

Os autores deverão responder às correções de forma técnica e objetiva, apresentar respostas ponto a ponto aos pareceres e realizar adequações solicitadas dentro do prazo estipulado.

O manuscrito revisado poderá retornar aos pareceristas para nova análise.

9. Ética, Confidencialidade e Conflitos de Interesse

Os pareceristas comprometem-se a atuar com imparcialidade e ética, declarar conflitos de interesse, manter confidencialidade sobre o conteúdo avaliado e não utilizar informações obtidas no processo para benefício próprio.

Pareceres ofensivos, discriminatórios ou antiéticos não serão aceitos.

10. Fluxo Editorial de Avaliação

O fluxo padrão da DOXA compreende as seguintes etapas: submissão do manuscrito; triagem editorial inicial (desk review); verificação de integridade e similaridade; encaminhamento aos pareceristas; avaliação por pares; emissão dos pareceres; decisão editorial; correções pelos autores; nova rodada de avaliação, quando necessária; aceite final; editoração e publicação.

11. Ciência Aberta e Transparência Editorial

A DOXA reconhece a Ciência Aberta como prática contemporânea de fortalecimento da comunicação científica e poderá adotar publicação de pareceres, avaliação aberta, transparência editorial, compartilhamento de informações editoriais e registro e rastreabilidade do fluxo de avaliação.

12. Atualização da Política

Esta Política de Avaliação por Pares poderá ser revisada a cada 6 (seis) meses, conforme diretrizes do DOAJ, recomendações do COPE, avanços da Ciência Aberta e atualizações das boas práticas editoriais.

Declaração Final

A DOXA – Revista Brasileira de Psicologia da Educação reafirma que a avaliação por pares deve ser ética, transparente e responsável, que os pareceres existem para qualificar a ciência e que a integridade científica constitui princípio central da comunicação acadêmica.

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Política de Avaliação por Pares – versão vigente. (10/05/2026)