Inclusão e formação docente: com a palavra, os professores das salas de recursos multifuncionais

Rosimar Bortolini Poker, Beatriz Aparecida Barboza do Nascimento, Claudia Regina Mosca Giroto

Resumo


A educação especial, diante da atual política educacional brasileira, que preconiza a inclusão, não assume mais o caráter substitutivo da sala regular, mas torna-se um serviço pedagógico complementar, de suporte, para os alunos público-alvo da educação especial. Tal fato exige mudanças na formação, concepção e na ação pedagógica do professor. Subsidiada por tal ideia, esta pesquisa pretendeu, por meio da aplicação de um questionário, investigar a compreensão que professores especialistas regentes de Salas Multifuncionais têm sobre a educação inclusiva e especial e sobre a sua formação, analisando o papel que a educação especial assume na implementação desse novo projeto de escola pautado pela inclusão. Constatou-se que a maior parte dos professores conhece a diferença entre educação especial e inclusiva, aponta quais suas atribuições na Sala de Recursos Multifuncionais e identifica sua importância. Entretanto, reconhecem que sua formação é precária e enfrenta obstáculos advindos de diferentes âmbitos, o que compromete os resultados de seu trabalho em direção à educação inclusiva.

Palavras-chave


Educação inclusiva; Educação especial; Professor da Sala de Recursos Multifuncionais.

Texto completo:

PDF

Referências


AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. DSM-5: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2015.

ARANHA, M. S. F. Projeto Escola Viva: garantindo o acesso e permanência de todos os alunos na escola: necessidades educacionais especiais dos alunos. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, 2005.

BAPTISTA, C. R. Ação pedagógica e educação especial: a sala de recursos como prioridade na oferta de serviços especializados. Rev. Bras. de Ed. Especial, v. 17, p. 59-76, 2011.

______. Educação especial e políticas de inclusão escolar no Brasil: diretrizes e tendências. In: ______ (Org.). Escolarização e deficiência [recurso eletrônico]: configurações nas políticas de inclusão escolar. São Carlos: Marquezine & Manzini; ABPEE, 2015. p. 17-30.

BRASIL. Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb.pdf. Acesso em: 24 maio 2012.

______. Parecer CNE/CEB n.º 17/2001, aprovado em 3 de julho de 2001. 2001. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CEB017_2001.pdf. Acesso em: 10 dez. 2012.

______. Resolução CNE/CP n.º 1, de 15 de maio de 2006. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/rcp01_06.pdf. Acesso em: 11 out. 2011.

______. Política Nacional de Educação especial na perspectiva da educação inclusiva. 2008. Disponível em: http://peei.mec.gov.br/arquivos/politica_nacional_educacao_especial.pdf. Acesso em: 11 maio 2012.

______. Resolução n.º 4, de 2 de outubro de 2009. 2009. Disponível em: http://peei.mec.gov.br/arquivos/Resol_4_2009_CNE_CEB.pdf. Acesso em: 12 jun. 2012.

______. Decreto n.º 7.611. 2011. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Decreto/D7611.htm Acesso em: 20 out. 2012.

_____. Nota Técnica n.º 055/2013. Disponível em: http://www.ppd.mppr.mp.br/arquivos/File/NOTATECNICAN055CentrosdeAEE.pdf. Acesso em: 20 nov. 2013.

BRAUN, P. O atendimento educacional especializado e a escola básica: pontos e contrapontos da proposta. In: VI SEMINÁRIO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO ESPECIAL. 2011. Nova Almeida-Serra/ES. Anais... Nova Almeida-Serra/ES, 2011.

GATTI, B. A. Estudos quantitativos em educação. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 30, n. 1, p. 11-30, jan./abr. 2004.

GIROTO, C. R. M.; MILANEZ, S. G. C. La formación del profesorado de apoyos educativos especializados: ¿qué ha cambiado en la práctica docente especializada en el escenario educativo de Brasil? In: HEREDERO, E. S.; GIROTO, C. R. M.; MARTINS, S. E. S. O. (Org.). La formación del profesorado para la atención a la diversidad en Brasil y España. Alcalá de Henares: Universidad de Alcalá, 2013. v. 1, p. 5-218.

______; POKER, R. B.; OMOTE, S. Educação especial, formação de professores e o uso das tecnologias de informação e comunicação: a construção de práticas pedagógicas inclusiva. In: ______; ______; ______ (Org.). As tecnologias nas práticas pedagógicas inclusivas. São Paulo: Cultura Acadêmica/FEU/Unesp, 2012. p. 11-23.

______; SABELLA, N. M. M.; LIMA, J. M. R. Representações do professor generalista acerca do papel do professor especialista: análise da produção científica em educação especial no período de 2008 a 2015. Rev. Bras. de Ed. Especial, v. 32, p. 1-20, 2019.

MENDES, E. G. Desafios atuais na formação do professor de educação especial. Revista Integração, Brasília, v. 24, 2002.

PLETSCH, M. D. A formação de professores para a educação inclusiva: legislação, diretrizes políticas e resultados de pesquisas. Educar, Curitiba, n. 33, p. 143-156, 2009.

POKER, R. B. et al. Plano de desenvolvimento individual para o atendimento educacional especializado. São Paulo: Cultura Acadêmica; Marília: Oficina Universitária, 2013.




DOI: https://doi.org/10.30715/doxa.v21i2.13102

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2019 DOXA: Revista Brasileira de Psicologia e Educação

URL da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/

 

 

 

 

DOXA: Rev. Bras. Psicol. Educ., Araraquara, São Paulo, Brasil, e-ISSN: 2594-8385

DOI: 10.30715/doxa

Licença Creative Commons Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.