Cuidando al “cuidador”
la coterapia como recurso facilitador de la autocompasión y el autocuidado entre terapeutas que trabajan con víctimas de violencia transgeneracional – un relato de experiencia basado en el estudio de las resonancias
DOI:
https://doi.org/10.30715/doxa.v27iesp.1.21468Palabras clave:
Coterapia, Violencia sexual, Fatiga por compasión, Relación terapeuta-cliente, Trauma psicológicoResumen
Este artículo, desarrollado como un relato de experiencia, reflexiona sobre los impactos de la resonancia en la atención terapéutica a víctimas de violencias transgeneracionales. Tiene como objetivo analizar la coterapia y la autocompasión como estrategias de protección de la salud mental de las terapeutas y de prevención de la fatiga por compasión. La experiencia se deriva de la atención voluntaria brindada, en 2023, a una mujer con antecedentes de violencia sexual, intentos recurrentes de suicidio y traumas transgeneracionales. La escucha continua de narrativas traumáticas, asociada a la compasión y a la responsabilidad por la seguridad de la persona atendida, generó intensas resonancias en las terapeutas, evidenciando sentimientos de impotencia, culpa, autocrítica y sufrimiento psíquico. A partir de esta experiencia, la coterapia permitió procesar conjuntamente dichas resonancias, brindar apoyo emocional a las profesionales y transformar la autocrítica en autocompasión, contribuyendo así a mitigar los riesgos ocupacionales. El relato busca fomentar prácticas de autocuidado y reducir el riesgo de fatiga por compasión entre los profesionales que trabajan en este ámbito, especialmente ante la exposición continua al sufrimiento de otras personas.
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