Uma experiência formativa na residência pedagógica: representação histórica feminina negra em um jogo de cartas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22633/rpge.v24iesp3.14278

Palavras-chave:

Representatividade, Jogo de cartas, Residência pedagógica.

Resumo

Este artigo analisa como o docente pode utilizar a representatividade de mulheres da história brasileira como estratégia metodológica objetivando contribuir para minimizar os impactos causados pelos preconceitos étnicos e raciais e limitações dos papéis de gênero. A hipótese foi de que levando a representatividade feminina ao ambiente escolar, as desigualdades entre os gêneros podem ser minimizadas com o reconhecimento e a identificação do protagonismo feminino em importantes momentos históricos brasileiros, comumente relacionados apenas ao gênero masculino. A metodologia utilizada aborda a história de personagens históricas retratadas em um livro, por meio de um jogo de cartas com recurso de áudio e observações de campo, chegando-se ao resultado qualitativo de melhoria da autoestima, autoimagem, e desempenho escolar dos alunos, concluindo que o preconceito, aliado aos papéis limitantes de gênero e a baixa autoestima podem ser fatores associados ao baixo desempenho escolar e a distúrbios de imagem corporal.

Biografia do Autor

Lillian Rodrigues, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Araraquara – SP

Mestranda no Programa de Pós-graduação em Educação Sexual.

Vagner Custodio, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Rosana – SP

Professor Assistente. Doutorado em Educação Física (UNICAMP).

Lidiane Simão, Universidade Estadual Paulista (UNESP), São Paulo – SP

Mestranda no Programa de Pós-graduação em Educação Sexual.

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Publicado

28/12/2020

Como Citar

RODRIGUES, L.; CUSTODIO, V.; SIMÃO, L. Uma experiência formativa na residência pedagógica: representação histórica feminina negra em um jogo de cartas. Revista on line de Política e Gestão Educacional, [S. l.], v. 24, n. esp3, p. 1765–1779, 2020. DOI: 10.22633/rpge.v24iesp3.14278. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/rpge/article/view/14278. Acesso em: 8 mar. 2021.