Rodas de Samba na educação Étnico-Racial do Distrito Federal brasileiro

Um projeto para além da teoria

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22633/rpge.v26i00.13947

Palavras-chave:

Educação, Colonialidade, Samba, Práxis

Resumo

A propagação de um conhecimento fragmentado, eurocêntrico, não democrático, não crítico, sexista e racista é a raiz de toda exclusão. Esse modelo técnico de ensino é pautado nas colonialidades do poder, do saber e do ser, hoje vigentes de forma estrutural na sociedade, repetindo fórmulas e discursos hegemônicos, e reproduzindo violentos mecanismos de exclusão social. Portanto, este artigo tem como proposta: fazer pensar a construção de um projeto de educação étnico-racial para escolas públicas do Distrito Federal brasileiro, a partir da tese de doutorado sobre rodas de samba como expressão de resistência espacial negra, defendida no Departamento de Geografia da Universidade de Brasília (UnB), em 2019. Serve de esforço e incentivo para a construção de alternativas, numa escala local, de preservação, valorização, emancipação e autonomia dos sujeitos periferizados e dos próprios coletivos de rodas de samba, presentes no território federal brasileiro

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Biografia do Autor

Vitor João Ramos Alves, Universidade de Brasília (UnB), Brasília – DF – Brasil

Pesquisador integrante do Grupo CNPq de Extensão e Pesquisa Cidades e Patrimonialização na América Latina e Caribe (GECIPA) do Departamento de Geografia. Doutorado em Geografia (UnB).

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Publicado

30/09/2022

Como Citar

RAMOS ALVES, V. J. Rodas de Samba na educação Étnico-Racial do Distrito Federal brasileiro: Um projeto para além da teoria. Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 26, n. 00, p. e022137, 2022. DOI: 10.22633/rpge.v26i00.13947. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/rpge/article/view/13947. Acesso em: 4 dez. 2022.