A Educação de Jovens e Adultos na perspectiva da formação humana: desafios no contexto das relações flexíveis de trabalho

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21723/riaee.v14i1.11114

Palavras-chave:

Educação de Jovens e Adultos, Acumulação flexível, Formação Humana, Antonio Gramsci.

Resumo

Com base no pensamento de Antonio Gramsci, o presente artigo visa a refletir o papel econômico, político e social da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no contexto da flexibilização no Brasil, produto das transformações ocorridas no mundo da produção e do trabalho nas últimas décadas. Para isso, discute a direção ética e política da EJA no contexto da estrutura dual do ensino e da reforma educacional brasileira, ocorrida no governo de Fernando Henrique Cardoso, para em seguida, e contrapondo-se a essa proposta, apresentar a concepção de EJA na perspectiva da formação humana, integral e para além ­­dos interesses do mercado e do capital. Trata-se de reflexões tecidas a partir dos dados da pesquisa realizada em 2017, que contou com a participação de 8 professores e 67 estudantes do 1º e 2º segmentos do Ensino Fundamental de duas escolas pertencentes ao Programa de Educação de Jovens e Adultos da rede municipal do Rio de Janeiro. 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Carlos Soares Barbosa, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Professor Adjunto da Faculdade de Educação da UERJ-Maracanã, Departamento de Estudos da Educação Inclusiva e Continuada. Pesquisador das áreas de Educação de Jovens e Adultos e de Trabalho e Educação.

Referências

ARRIGHI, G. A ilusão do desenvolvimento. 6 ed. Petrópolis: Vozes, 1997.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.

BRASIL. Lei n. 9394/96 de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 23 dez. 1996. p. 27833.

CASTEL, R. As metamorfoses da questão social: uma crônica do salário. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.

CIAVATTA, M. A formação integrada: a escola e o trabalho como lugares de memória e de identidade. In: FRIGOTTO, G. et al. (orgs.) Ensino médio integrado: concepções e contradições. São Paulo: Cortez, 2005.

DEL PINO, M. Política educacional, emprego e exclusão social. In: GENTILI; P.; FRIGOTTO, G. A cidadania negada: políticas de exclusão na educação e no trabalho. 3. ed. - Rio de Janeiro: Cortez [Buenos Aires, Argentina]: CLACSO, 2002.

DELUIZ, N. Projetos em disputa: empresários, trabalhadores, trabalhadores e a formação profissional. Revista Trabalho e Educação, Belo Horizonte, n. 1, p. 113-127, fev./jul., 1997. Disponível em: https://seer.ufmg.br/index.php/trabedu/article/view/7265/5635. Acesso em: 20 fev. 2016.

FERNANDES, F. Capitalismo dependente e classes sociais na América Latina. 2. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.

FREIRE, P. Pedagogia da Aautonomia: saberes necessários á prática educativa. 28. Ed. São Paulo: Paz e Terra, 2003

FREIRE, P. Conscientização: teoria e prática da libertação. Uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. 3. ed. São Paulo: Editora Moraes, 1980.

FRIGOTTO, G. A gênese das teses do Escola sem Partido: esfinge e ovo da serpente que ameaçam a sociedade e a educação. In: FRIGOTTO, G. (Org.). Escola “sem” partido: esfinge que ameaça a educação e a sociedade brasileira. Rio de Janeiro: UERJ, LPP, 2017.

GENTILI, P. Educar para o desemprego. In: FRIGOTTO, G. (org.). Educação e crise do trabalho: perspectiva de final de século. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.

GRAMSCI, A. Os Intelectuais orgânicos e a organização da cultura. 9. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1995.

HARVEY. A condição pós-moderna. 4. ed. São Paulo: Edições Loyola, 1994.

KUENZER, A. Educação profissional: categorias para uma nova pedagogia do trabalho. Boletim Técnico do SENAC. Rio de Janeiro, v. 25, n. 2, maio/ago., p. 19-29, 1999.

MANACORDA, M. A. Marx e a pedagogia moderna. São Paulo: Cortez, 1991.

MARX, K. Manuscritos econômico-filosóficos e outros textos escolhidos. São Paulo: Abril Cultural, Coleção Os Pensadores, 2. ed. 1978.

POCHMANN, M. Educação e Trabalho: como desenvolver uma relação virtuosa? Educação e Sociedade, Campinas, v. 25, n. 87, p. 383-399, maio/ago., 2004.

SCHULTZ, T. Capital humano. Rio de Janeiro: Zahar, 1973.

SOUZA, J. dos S. A EJA no contexto das políticas públicas de inclusão de jovens no mercado de trabalho. In: SOUZA, J. dos S.; SALES, S. R. (orgs.). Educação de jovens e adultos: políticas e práticas educativas, Rio de Janeiro: Nau Editora, EDUE-UFRRJ, 2011.

RAMOS, M. N. Concepção do ensino médio integrado, 2008. Disponível em: http://forumeja.org.br/go/sites/forumeja.org.br.go/files/concepcao_do_ensino_medio_integrado5.pdf. Acesso em: 16 set 2014.

Publicado

01/01/2019

Como Citar

BARBOSA, C. S. A Educação de Jovens e Adultos na perspectiva da formação humana: desafios no contexto das relações flexíveis de trabalho. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 14, n. 1, p. 63–76, 2019. DOI: 10.21723/riaee.v14i1.11114. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/11114. Acesso em: 16 jun. 2021.

Edição

Seção

Artigos