Base Nacional Comum Curricular: o brincar como direito e a gestão escolar na educação infantil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21723/riaee.v16i4.15681

Palavras-chave:

Gestão escolar, Desenvolvimento infantil, Brinquedoteca, PDDE

Resumo

A Base Nacional Comum Curricular, homologada em 2017, é o mais atual documento do âmbito educacional brasileiro que normatiza as práticas pedagógicas nas instituições de ensino. Na etapa da educação infantil, o brincar é definido com um dos direitos de aprendizagem e desenvolvimento, logo uma demanda dos gestores escolares é a sua garantia no cotidiano infantil. A brinquedoteca é um espaço planejado para as crianças que proporciona as brincadeiras, interações e desenvolvimento. Nesse contexto, o objetivo geral do trabalho foi realizar uma proposta e orçamentos de recursos lúdicos para uma brinquedoteca em uma escola municipal de Gramado, no estado de Rio Grande do Sul, consoante as descrições da Base Curricular e Referencial Curricular Gaúcho. A metodologia utilizada foi de abordagem mista, englobando os aspectos qualitativos e quantitativos diante de análise documental e estimativas de custo. Como resultado foi constatado que um projeto de brinquedoteca com diversos materiais, elementos naturais e da cultura local é uma possibilidade, considerando os recursos financeiros e a realidade escolar.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Carla Silveira Barbosa, Escola Municipal de Educação Infantil Dr. Carlos Nelz, Gramado – RS

Educadora Infantil na Secretaria de Educação de Gramado.

Marcos Cesar Rodrigues de Miranda, Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas (PECEGE), Piracicaba – SP

Professor Associado. Mestrado em Química (UFSCAR).

Rosebelly Nunes Marques, Universidade de São Paulo (USP/ ESALQ), Piracicaba – SP

Docente do Departamento de Economia, Administração e Sociologia (LES/ESALQ). Doutorado em Educação Escolar (UNESP).

Referências

BENEDET, M. C. Brinquedoteca na escola: entre a institucionalização do brincar e a estetização do aprender. 2007. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, 2007.

BIERWAGEN, G. S. In: MOLETTA, A. K.; BIERWAGEN, G. S.; TOLEDO, M. E. R. O. A educação infantil e a garantia dos direitos fundamentais da infância. Porto Alegre, RS: Editora SAGAH, 2018. p. 13-22. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595027732/cfi/8!/4/4@0.00:15.7. Acesso em: 10 jan. 2021.

BITENCOURT, A. F. et al. Jogo Heurístico. In: FOCHI, P. (org.). O brincar heurístico na creche: percursos pedagógicos no observatório da cultura infantil – OBECI. Porto Alegre, RS: Editora Paulo Fochi Estudos Pedagógicos, 2018. p. 85-106.

BOMTEMPO, E. Brinquedoteca: espaço de observação da criança e do brinquedo. In: FRIEDMANN, A. et al. O direito de brincar: a brinquedoteca. São Paulo, SP: Abrinq, 1998. p. 81-85.

BORTOLANZA, A. M. E.; FREIRE, R. T. J. Educação Infantil e a Base Nacional Comum Curricular: concepções de criança, desenvolvimento e currículo. Série-Estudos, v. 23, n. 49, p. 67-97, 2018.

BRASIL. Lei n.9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, 20 dez. 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 10 jun. 2021.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Educação é a Base. Brasília, DF: MEC/CONSED/UNDIME, 2018.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Brasília, DF: MEC/SEB, 2010.

BRASIL. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil: introdução. Brasília, DF: MEC/SEF,1998.

BRITES, L. Brincar é fundamental: como entender o neurodesenvolvimento e resgatar a importância do brincar durante a primeira infância. São Paulo, SP: Editora Gente, 2020.

CRESWELL, J. W. Pesquisa de métodos mistos. 2. ed. Porto Alegre, RS: Editora Penso, 2013.

CUNHA, N. H. S. Brinquedoteca: definição, histórico no Brasil e no mundo. In: FRIEDMANN, A. et al. O direito de brincar: a brinquedoteca. São Paulo, SP: Abrinq, 1998.

DAL-FARRA, R. A; LOPES, P. T. C. Métodos mistos de pesquisa em educação: pressupostos teóricos. Revista Nuances, v. 24, p.67-80, 2013.

FNDE. Ministério da Educação. Guia de orientações para aquisição de materiais e bens e contratação de serviços com recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola. Brasília, DF: FNDE/MEC, 2011.

FORTUNA, T. R. A importância de brincar na infância. In: HORN, C. I. A pedagogia do brincar. 3. ed. Porto Alegre, RS: Editora Mediação, 2018. p. 13-44.

FRIEDMANN, A. A criança na brinquedoteca. In: FRIEDMANN, A. et al. O direito de brincar: a brinquedoteca. Edições sociais: Abrinq, São Paulo, SP, 1998. p. 9-77.

GARON, D. Classificação e análise de materiais lúdicos: o sistema ESAR. In: FRIEDMANN, A. et al. 1998. O direito de brincar: a brinquedoteca. São Paulo, SP: Abrinq, 1998. p. 173-186.

GOMES, C. F. O lugar do brinquedo e do brincar na educação básica: uma proposta de pé no chão. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. 3, p. 1236–1249, 2020.

HORN, C. I. et al.A pedagogia do brincar. 3. ed. Porto Alegre, RS: Editora Mediação, 2018.

HORN, C. I; SILVA, J. S; POTHIN, J. Jogar e brincar com materiais de baixo custo. In: HORN, C. I. A pedagogia do brincar. 3. ed., Porto Alegre, RS: Editora Mediação, 2018. p. 83- 145.

HORN, M. G. S. Brincar e interagir nos espaços da Escola Infantil. Porto Alegre, RS: Editora Penso, 2017.

KISHIMOTO, T. M. Diferentes tipos de brinquedoteca. In: FRIEDMANN, A. et al. O direito de brincar: a brinquedoteca. Edições sociais: Abrinq, São Paulo, SP, 1998. p. 53-63.

KISHIMOTO, T. M. Brinquedos e Brincadeiras na educação infantil. In: SEMINÁRIO NACIONAL: CURRÍCULO EM MOVIMENTO – PERSPECTIVAS ATUAIS, 1., 2010, Belo Horizonte. Anais [...]. Belo Horizonte,MG, 2010. p. 1-20.

LIBÂNEO, J. C. Organização e gestão da escola: teoria e prática. 6. ed. São Paulo, SP: Editora Heccus, 2018.

LUCK, H. et al. A escola participativa: o trabalho do gestor escolar. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2012.

LUCK, H. Dimensões da gestão escolar e suas competências. Curitiba, PR: Editora Positivo, 2009.

MUNIZ, M. C. S. A brinquedoteca no contexto escolar da educação infantil. In: SANTOS, S. M. P (org.). Brinquedoteca: a criança, o adulto e o lúdico. 7. ed. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2011. p. 86-98.

OLIVEIRA, Z. M. R. Educação Infantil. São Paulo, SP: Editora Cortez, 2020.

PARO, V. H. Gestão democrática da escola pública. 4. ed. São Paulo, SP: Editora Cortez, 2016.

RIBEIRO, M. P.; OLIVEIRA, T. R. B. Por um conselho escolar efetivamente democrático: uma proposta concreta. Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 22, n. 2, p. 588-607, maio/ago. 2018.

RIO GRANDE DO SUL. Referencial Curricular Gaúcho: Educação Infantil. Porto Alegre: SEE/UNDIME, 2018.

RUSSO, A. S; SOARES, S.; VERCELLI, L. C. A. A escola de educação infantil como espaço social da esfera pública. In: VERCELLI, L. C. A; ALCÂNTARA, C. R (org.). Fazeres de professores e de gestores da escola da infância: reflexões sobre cenas do cotidiano. Jundiaí, SP: Editora Paco Editorial, 2019. p. 165-180.

SANTOS, S. M. P. Espaços Lúdicos: Brinquedoteca. In: SANTOS, S. M. P (org.). Brinquedoteca: a criança, o adulto e o lúdico. 7° edição. Editora Vozes, Petrópolis, RJ, 2011. p. 57-61.

SOUZA JÚNIOR, C. M; MEDEIROS, C. A. Contabilidade na escola. Brasília, DF: Universidade de Brasília, 2007.

WINNICOTT, D. W. O brincar e a realidade. São Paulo, SP: Editora Ubu, 2019.

Publicado

21/10/2021

Como Citar

BARBOSA, C. S.; MIRANDA, M. C. R. de; MARQUES, R. N. Base Nacional Comum Curricular: o brincar como direito e a gestão escolar na educação infantil. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 16, n. 4, p. 2922–2947, 2021. DOI: 10.21723/riaee.v16i4.15681. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/15681. Acesso em: 28 maio. 2022.

Edição

Seção

Relatos de Pesquisas