A práxis enquanto categoria fundante na constituição da formação de professores sob a perspectiva da pedagogia histórico-crítica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21723/riaee.v17iesp.1.16315

Resumo

Visa-se compreender acerca das contribuições da categoria práxis na constituição da formação de professor tendo como premissa a Pedagogia Histórico-Crítica, a fim de identificar suas implicações na ação docente. Utiliza-se como método o materialismo histórico-dialético, tendo como parâmetro a pesquisa bibliográfica de cunho exploratório. Constata-se, com base nos pressupostos teóricos do materialismo histórico-dialético e da Pedagogia Histórico Crítica, a partir da compreensão de práxis na constituição da formação e ação do professor que a teoria e a prática têm uma relação de dependência mútua. Destarte, a formação e ação docente não é uma prática sem embasamento teórico, mas é o resultado de uma prática fundamentada em uma teoria que aspire à transformação da realidade social sob uma perspectiva crítica, permitindo que a realidade possa ser desvelada e entendendo que sociedade, práxis, formação e ação pedagógica podem contribuir na formação do professor, considerando principalmente os aspectos de humanidade, criticidade e intelectualidade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Quenizia Vieira Lopes, Universidade Estadual de Londrina (UEL), Londrina – PR – Brasil

Doutoranda no Programa Pós-Graduação em Educação.

Luiz Gustavo Tiroli, Universidade Estadual de Londrina (UEL), Londrina – PR – Brasil

Mestrando no Programa Pós-Graduação em Educação.

Adriana Regina de Jesus Santos, Universidade Estadual de Londrina (UEL), Londrina – PR – Brasil

Docente do Departamento de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Londrina. Doutorado em Educação (PUC/SP).

Marília Evangelina Sota Favinha, Universidade de Évora (UEVORA), Évora – Portugal

Professora Auxiliar do Departamento de Pedagogia e Educação da Universidade de Évora. Doutorado em Ciências da Educação, na área da Teoria e Desenvolvimento Curricular.

Referências

BRASIL. Lei n. 4.024, de 20 de dezembro de 1961. Fixa as Diretrizes e Bases da Educacional Nacional. Brasília, DF, 1961. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4024.htm. Acesso em: 30 abr. 2021.

BRASIL. Lei n. 5.692, de 11 de agosto de 1971. Fixa Diretrizes e Bases para o ensino de 1° e 2º graus, e dá outras providências. Brasília, DF, 1971Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5692.htm#:~:text=L5692&text=LEI%20No%205.692%2C%20DE%2011%20DE%20AGOSTO%20DE%201971.&text=Fixa%20Diretrizes%20e%20Bases%20para,graus%2C%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias. Acesso em: 3 maio 2021.

BRASIL. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF, 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 11 maio 2021.

BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução n. 2, de 1 de julho de 2015. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação continuada. Brasília, DF: CNE, 2 jul. 2015. Disponível em: http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=02/07/2015&jornal=1&pagina=8&totalArquivos=72. Acesso em: 11 maio 2021.

BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP n. 2, de 20 de dezembro de 2019. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores para a Educação Básica e institui a Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica (BNC-Formação). Brasília, DF: CNE, 10 fev. 2020. Disponível em: https://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=10/02/2020&jornal=515&pagina=87&totalArquivos=189. Acesso em: 11 maio 2021.

BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP n. 1, de 27 de outubro de 2020. Dispõe sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Continuada de Professores da Educação Básica e institui a Base Nacional Comum para a Formação Continuada de Professores da Educação Básica (BNC-Formação Continuada). Brasília, DF: CNE, 29 out. 2020. Disponível em: https://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=29/10/2020&jornal=515&pagina=103. Acesso em: 13 maio 2021.

DUARTE, N. A anatomia do homem é a chave da anatomia do macaco: A dialética em Vygotsky e em Marx e a questão do saber objetivo na educação escolar. Educação & Sociedade, ano XXI, n. 71, jul. 2000. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/es/v21n71/a04v2171.pdf. Acesso em: 07 maio 2021.

DUARTE, N. A pedagogia histórico-crítica e a formação da individualidade para si. In: ORSO, P. J. et al. (org.). Pedagogia histórico-crítica, a educação brasileira e os desafios de sua institucionalização. Curitiba, PR: CRV, 2014.

GATTI, B. A. et al. Professores do Brasil: Novos Cenários de Formação. Brasília, DF: UNESCO, 2019.

LEONTIEV, A. N. O desenvolvimento do psiquismo. São Paulo: Moraes, 1978.

MARSIGLIA, A. C. G.; MARTINS, L. M. Contribuições da pedagogia histórico-crítica para a formação de professores. Germinal: Marxismo e Educação em Debate, Salvador, v. 5, n. 2, p. 97-105, dez. 2013.

MARTINS, L. M. A constituição histórico-social da subjetividade humana: contribuições para a formação de professores. In: MILLER, S.; BARBOSA, M. V.; MENDONÇA, S. G. L. Educação e humanização: as perspectivas da teoria histórico-cultural. Jundiaí: Paco, 2014.

MARTINS, L. M. A formação social da personalidade do professor: um enfoque vygotskiano. 2. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2015.

MARTINS, L. M. Psicologia histórico-cultural, pedagogia histórico-crítica e desenvolvimento humano. In: MARTINS, L. M.; ABRANTES, A. A.; FACCI, M. G. D. (org.). Periodização histórico-cultural do desenvolvimento psíquico: do nascimento à velhice. Campinas, SP: Autores Associados, 2016.

MARX, K. Manuscritos econômicos-filosóficos e outros textos escolhidos. Seleção de textos de José Arthur Giannotti. Trad. José Carlos Bruni et al. 2. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1978.

MARX, K. O capital: crítica da economia política. O processo de produção do capital. Livro I. São Paulo: DIFEL, 1985. v. I.

MÉSZÁROS, I. O desafio e o fardo do tempo histórico: o socialismo no século XXI. Trad. Ana Cotrim e Vera Cotrim. São Paulo: Boitempo, 2007.

PIRES, M. F. C. O materialismo histórico-dialético e a Educação. Interface - Comunicação, Saúde, Educação, v. 1, n. 1, 1997.

SAVIANI, D. História da formação docente no Brasil: três momentos decisivos. Revista do Centro de Educação UFSM, v. 30, n. 2, jul./dez. 2005. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/3735. Acesso em: 15 fev. 2021.

SAVIANI, D. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. 8. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2003.

VÁZQUEZ, A. S. Filosofia da práxis. 2. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2011.

VYGOTSKY, L. S. Obras escogidas III: problemas del desarrollo de la psique. Madri: Visor, 1995

VYGOTSKY, L. S. Aprendizagem e desenvolvimento intelectual na idade escolar. In: VYGOTSKY, L. S.; LURIA, A. R.; LEONTIEV, A. N. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. 10. ed. São Paulo: Ícone, 2006.

Downloads

Publicado

01/03/2022

Como Citar

LOPES, Q. V.; TIROLI, L. G.; SANTOS, A. R. de J.; FAVINHA, M. E. S. A práxis enquanto categoria fundante na constituição da formação de professores sob a perspectiva da pedagogia histórico-crítica. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. esp.1, p. 0967–0980, 2022. DOI: 10.21723/riaee.v17iesp.1.16315. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/16315. Acesso em: 25 maio. 2022.