Ideologia judaico-cristã: a violência simbólica contra a mulher transmitida historicamente e reproduzida pelos agentes escolares

Autores

  • Andreza Marques de Castro Leão UNESP – Universidade Estadual Paulista. Faculdade de Ciências e Letras - Departamento de Psicologia da Educação. Araraquara – SP – Brasil. 14800-901. Doutora em Educação Escolar com Pós-Doutorado em Sexologia e Educação Sexual. UNESP – Universidade Estadual Paulista. Faculdade de Ciências e Letras - Programa de Pós-Graduação em Educação Sexual. Araraquara – SP – Brasil. 14800-901
  • Francisco de Paiva Lima Neto Professor Doutor de História da Rede Pública Estadual e Municipal de Araraquara - SP. Gerente de Políticas Educacionais da Secretaria Municipal de Educação de Araraquara.
  • Dulce Consuelo Andreatta Whitaker Co-editora da revista Retratos de Assentamentos, do Núcleo de Pesquisa e Documentação Rural (NUPEDOR). UNESP – Universidade Estadual Paulista. Faculdade de Ciências e Letras - Programa de Pós-Graduação em Educação Sexual. Araraquara – SP – Brasil. 14800-901. -

DOI:

https://doi.org/10.21723/riaee.v10i3.8103

Resumo

A ideologia oriunda do pensamento religioso transita na sociedade por meio dos seus agentes formadores. No contexto escolar nota-se uma realidade aplicável ao conceito de violência que estabelece uma cultura de submissão da mulher ao homem e que se reproduz por meio destes agentes. De fato a ideologia religiosa da cultura judaico-cristã chegou à educação nas suas várias nuances, inclusive na cultura escolar de maneira sutil, através da interiorização de seus conceitos pelos indivíduos que o assimilaram como natural. Considerando esta realidade, o presente estudo, de cunho teórico, problematiza o conceito de ideologia, buscando compreender a trajetória da sujeição da mulher, da antiguidade aos dias atuais, bem como, esboça o quadro político da contra-ideologia. Em linhas gerais, busca mostrar que os adeptos da cultura judaico-cristã persistem em perpetuar a violência simbólica contra a mulher a qual tem sido cada vez mais questionada, principalmente, quando confrontada com os escritos do criador do cristianismo, que colocou a mulher em condição e tratamento de igualdade, sem desvalorização. Outrossim, este artigo denuncia que é preciso um olhar mais atento da academia às sutilezas dos livros considerados sagrados, pois podem trazer importantes elementos para a compreensão dos muitos mitos e tabus das relações de gênero presentes na contemporaneidade.

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Publicado

06/10/2015

Como Citar

LEÃO, A. M. de C.; NETO, F. de P. L.; WHITAKER, D. C. A. Ideologia judaico-cristã: a violência simbólica contra a mulher transmitida historicamente e reproduzida pelos agentes escolares. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 10, n. 3, p. 986–1006, 2015. DOI: 10.21723/riaee.v10i3.8103. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/8103. Acesso em: 24 jun. 2021.

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