Ideologia judaico-cristã: a violência simbólica contra a mulher transmitida historicamente e reproduzida pelos agentes escolares

Andreza Marques de Castro Leão, Francisco de Paiva Lima Neto, Dulce Consuelo Andreatta Whitaker

Resumo


A ideologia oriunda do pensamento religioso transita na sociedade por meio dos seus agentes formadores. No contexto escolar nota-se uma realidade aplicável ao conceito de violência que estabelece uma cultura de submissão da mulher ao homem e que se reproduz por meio destes agentes. De fato a ideologia religiosa da cultura judaico-cristã chegou à educação nas suas várias nuances, inclusive na cultura escolar de maneira sutil, através da interiorização de seus conceitos pelos indivíduos que o assimilaram como natural. Considerando esta realidade, o presente estudo, de cunho teórico, problematiza o conceito de ideologia, buscando compreender a trajetória da sujeição da mulher, da antiguidade aos dias atuais, bem como, esboça o quadro político da contra-ideologia. Em linhas gerais, busca mostrar que os adeptos da cultura judaico-cristã persistem em perpetuar a violência simbólica contra a mulher a qual tem sido cada vez mais questionada, principalmente, quando confrontada com os escritos do criador do cristianismo, que colocou a mulher em condição e tratamento de igualdade, sem desvalorização. Outrossim, este artigo denuncia que é preciso um olhar mais atento da academia às sutilezas dos livros considerados sagrados, pois podem trazer importantes elementos para a compreensão dos muitos mitos e tabus das relações de gênero presentes na contemporaneidade.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v10i3.8103



Direitos autorais 2015 Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação

 

Rev. Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, SP, Brasil, e-ISSN: 1982-5587, ISSN: 2446-8606.

DOI Prefix: 10.21723/riaee

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.