Os Centros de Educação de Jovens e Adultos no Ceará

Caminhada em tempo de crise e defesa do direito à educação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22633/rpge.v26iesp.4.17121

Palavras-chave:

EJA, CEJA, Avaliação, Planejamento, Dialogicidade

Resumo

A Educação de Jovens e Adultos é uma modalidade de ensino que carrega marcas identitárias específicas, relacionadas ao público a que se destina, cujas histórias são atravessadas por processos de exclusão diversos. No Ceará, os Centros de Educação de Jovens e Adultos – CEJA se configuram como importantes espaços formativos para a população pouco ou não escolarizada, com idade superior a 15 anos de idade, e como espaço de defesa do direito à educação. O cotidiano desses centros, em decorrência da Pandemia de Covid-19, teve suas formas de funcionamento afetadas. O presente estudo, de abordagem qualitativa, objetiva identificar, através de entrevistas realizadas junto a professores, os limites e possibilidades das estratégias desenvolvidas por um CEJA cearense visando a permanência e o sucesso dos educandos. Os resultados apontam para a dialogicidade freireana como referência fundamental para a (re)organização do trabalho do CEJA pautada na humanização e na defesa da educação como direito.

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Biografia do Autor

Elisangela André da Silva Costa, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), Redenção – CE – Brasil

Professora do Instituto de Ciências Exatas e da Natureza. Pós-doutorado em Educação.

Ana Cláudia Lima de Assis, Universidade Estadual do Ceará (UECE), Fortaleza – CE – Brasil

Doutoranda no Programa de Pós-graduação em Educação.

Bruno Miranda Freitas, Universidade Estadual do Ceará (UECE), Fortaleza – CE – Brasil

Doutorando no Programa de Pós-graduação em Educação.

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Publicado

01/09/2022

Como Citar

COSTA, E. A. da S.; ASSIS, A. C. L. de; FREITAS, B. M. Os Centros de Educação de Jovens e Adultos no Ceará: Caminhada em tempo de crise e defesa do direito à educação. Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 26, n. esp.4, p. e022107, 2022. DOI: 10.22633/rpge.v26iesp.4.17121. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/rpge/article/view/17121. Acesso em: 16 jun. 2024.