Parental violence, trauma, and its impact on the construction of adult identity
DOI:
https://doi.org/10.22633/rpge.v29i00.20814Keywords:
Parental Violence, Child Violence, Trauma, IdentityAbstract
The family, while being the central locus for the transmission of customs and values, is paradoxically the main setting where practices of violence against children manifest. This research, utilizing a qualitative approach, aimed to investigate the impact of parental violence experienced in childhood and its direct influence on the process of identity construction among adult survivors. The study employed a multiple case study strategy, with data collected through semi-structured interviews and analyzed via content categorization, which culminated in the definition of six modalities of parental violence. The results reveal that trauma, in its effects, does not "disinvest" the individual who lived it, but manifests with a clear impact on identity construction. It is concluded that trauma can be administered, reprocessed, and re-signified (or not), indicating that the permanence of its signs coexists with the individual's capacity to construct new purposes and meanings.
Downloads
References
American Psychiatric Association. (2014). Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5 (5ª ed.). Artmed.
Araujo, M. F. M., Silva, E. P., & Ludermir, A. B. (2023). Maternal educational practices and mental health disorders of school-age children. Jornal de Pediatria, 99(2), 193–202. https://doi.org/10.1016/j.jped.2022.09.004
Arendt, R. J. J. (2003). Construtivismo ou construcionismo? Contribuições deste debate para a Psicologia Social. Estudos de Psicologia, 8(1), 5–13.
Bowen, M. (1991). De la familia al individuo: La diferenciación del sí mismo en el sistema familiar. Paidós.
Bowlby, J. (2023). Uma base segura: Aplicações clínicas da teoria do apego. Artmed.
Brasil. (2014). Lei nº 13.010, de 26 de junho de 2014. Altera o Estatuto da Criança e do Adolescente para estabelecer o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos físicos ou tratamento cruel ou degradante. Diário Oficial da União.
Brodski, S. K. (2010). Abuso emocional: Suas relações com autoestima, bem-estar subjetivo e estilos parentais em universitários [Dissertação de mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul]. Repositório UFRGS.
Cardoso, A. S., Leandro, M., Silva, M. L. B. da, Moré, C. L. O. O., & Bousfield, A. B. S. (2020). Representações sociais da família na contemporaneidade: Uma revisão integrativa. Pensando Famílias, 24(1), 29–44. http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1679-494X2020000100004
Carter, B., & McGoldrick, M. (1995). Mudanças no ciclo de vida familiar: Uma estrutura para terapia familiar (2ª ed.). Artmed.
Chaves, A. A., & Prado, J. M. R. C. (2024). Violência sexual infantil e suas repercussões no comportamento da vítima. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, 8(4), 1–13. https://doi.org/10.69849/revistaft/fa10202410301609
Cunha, M. L. C. (2021). Abuso sexual contra crianças e adolescentes: Abordagem de casos concretos em uma perspectiva multidisciplinar e interinstitucional. Gov.br.
D’Allonnes, C. R., Assouly-Piquet, C., Bem Slama, F., Blanchet, A., Douville, O., Giami, A., Nguyen, K.-C., Plaza, M., & Samalin-Ambroise, C. (2004). Os procedimentos clínicos nas ciências humanas. Casa do Psicólogo.
Denzin, N. K., & Lincoln, Y. S. (2006). A disciplina e a prática da pesquisa qualitativa. In N. K. Denzin & Y. S. Lincoln (Orgs.), O planejamento da pesquisa qualitativa: Teorias e abordagens (2ª ed., pp. 15–41). Artmed.
Erikson, E. H. (1976). Identidade, juventude e crise (2ª ed.). Zahar.
Ferreira, L. (2022). Relações entre mães e filhas em contexto de violência doméstica e o impacto na diferenciação do self [Dissertação de mestrado, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo]. Repositório PUC-SP.
Fórum Brasileiro de Segurança Pública. (2023). Visível e invisível: A vitimização de mulheres no Brasil (4ª ed.). FBSP.
Fórum Brasileiro de Segurança Pública. (2024). Panorama da violência letal e sexual contra crianças e adolescentes no Brasil (2021–2023) (2ª ed.). FBSP.
Fórum Brasileiro de Segurança Pública. (2025). 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. FBSP.
Foucault, M. (1987). Vigiar e punir: Nascimento da prisão. Vozes.
Foucault, M. (2010). Ética, sexualidade, política (2ª ed.). Forense Universitária.
Freud, S. (1923). El yo y el ello. In Obras completas (Vol. 19). Amorrortu Editores.
Gergen, K. J. (1985). The social constructionist movement in modern psychology. American Psychologist, 40(3), 266–275.
Goffman, E. (2014). A representação do eu na vida cotidiana (20ª ed.). Vozes.
Guerra, A. de L. R., Stroparo, T. R., Costa, M. da, Castro Júnior, F. P. de, Lacerda Júnior, O. da S., Brasil, M. M., & Camba, M. (2024). Pesquisa qualitativa e seus fundamentos na investigação científica. Revista de Gestão e Secretariado, 15(7), e4019. https://doi.org/10.7769/gesec.v15i7.4019
Haack, K. R., Comandulli, B. T., & Falcke, D. (2023). Apego, ciúme e violência conjugal. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 39, e37893.
Hall, S. (2019). A identidade cultural na pós-modernidade (12ª ed.). Lamparina.
Hyland, P., Broughill, M., Shevlin, M., & Brewin, C. R. (2025). Memory and identity processes in ICD-11 complex posttraumatic stress disorder: Tests of a new theory. Journal of Anxiety Disorders, 114, 103055. https://doi.org/10.1016/j.janxdis.2025.103055
Kerig, P. K. (2023). Developmental perspectives on trauma exposure and posttraumatic stress. Journal of Child & Adolescent Trauma, 16(3), 381–390.
Knight, R., & Miller, J. M. (2024). Developmental trauma: An introduction to the section. Psychoanalytic Review.
Kublikowski, I. (2018). Estudo de caso e pesquisas em Psicologia Clínica. In R. M. S. Macedo, I. Kublikowski, & C. L. O. O. Moré (Orgs.), Pesquisa qualitativa no contexto da família e comunidade (pp. 25–42). CRV.
Kublikowski, I. (2021). A pesquisa qualitativa. In L. V. C. Moreira & J. Menegat (Orgs.), Métodos e técnicas de pesquisas científicas (Vol. 1, pp. 91–105). Dialética.
Kvale, S., & Brinkmann, S. (2009). Interviews: Learning the craft of qualitative research interviewing. Sage.
Levine, P. A., & Frederick, A. (2022). O despertar do tigre: Curando o trauma (5ª ed.). Summus.
Lewis, S. J., Arseneault, L., Caspi, A., Fisher, H. L., Matthews, T., Moffitt, T. E., Odgers, C. L., Stahl, D., Teng, J. Y., & Danese, A. (2019). The epidemiology of trauma and post-traumatic stress disorder in a representative cohort of young people in England and Wales. The Lancet Psychiatry, 6(3), 247–256. https://doi.org/10.1016/S2215-0366(19)30031-8
Li, Y., & Liang, Y. (2023). The effect of childhood trauma on complex PTSD: The role of self-esteem. European Journal of Psychotraumatology, 14(2), e2272478.
Maté, G., & Maté, D. (2023). O mito do normal. Sextante.
Morin, E. (2012). O método 5: A identidade humana. Sulina.
Porges, S. W. (2023). Teoria polivagal. Senses.
Rasera, E. F., & Japur, M. (2005). Os sentidos da construção social. Paidéia, 15(30), 21–29.
Sanches, L. D. C., Gabriela, G. D., Ramos, M., Rozin, L., & Rauli, P. M. F. (2019). Violência sexual infantil no Brasil: Uma questão de saúde pública. Revista Iberoamericana de Bioética, 9, 1–13. https://doi.org/10.14422/rib.i09.y2019.003
Santos, A. C. W. D., & Moré, C. L. O. O. (2011). Impacto da violência no sistema familiar de mulheres vítimas de agressão. Psicologia: Ciência e Profissão, 31(2), 220–235.
Santos, J. L. dos. (2011). Casa de pais, escola de filhos: Um estudo sobre transformações nos significados, valores e práticas de educar filhos em famílias de baixa renda [Tese de doutorado, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo]. Repositório PUC-SP.
Santos, T. O., & Camargo, M. R. (2024). Dependência emocional em relacionamentos conjugais. Psicologia USP, 35, e220002.
Schwartz, R. C. (2023). Não há partes ruins: Curando traumas e restaurando a plenitude com o modelo de sistemas familiares internos. Alta Books.
Serpeloni, F., Narrog, J. A., Pickler, B., Avanci, J. Q., Assis, S. G. D., & Koebach, A. (2023). Terapia de exposição narrativa para o tratamento do transtorno de estresse pós-traumático. Ciência & Saúde Coletiva, 28(6), 1619–1630. https://doi.org/10.1590/1413-81232023286.16532022en
Spink, M. J. P. (2010). Linguagem e produção de sentidos no cotidiano. Centro Edelstein.
Stake, R. E. (2006). Multiple case study analysis. Guilford Press.
United Nations Children’s Fund. (2023). Panorama da violência letal e sexual contra crianças e adolescentes no Brasil. UNICEF. https://www.unicef.org/brazil/media/30071/file/panorama-violencia-letal-sexual-contra-criancas-adolescentes-no-brasil-v04.pdf
Vasconcellos, M. J. E. de. (2018). Pensamento sistêmico: O novo paradigma da ciência (11ª ed.). Papirus.
Walker, L. E. (1979). The battered woman. Harper & Row.
White, M. (2012). Mapas da prática narrativa. Ágora.
Yin, R. K. (2016). Case study research: Design and methods (3ª ed.). Sage.
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2025 Revista on line de Política e Gestão Educacional

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Manuscritos aceitos e publicados são de propriedade da Revista on line de Política e Gestão Educacional. É vedada a submissão integral ou parcial do manuscrito a qualquer outro periódico. A responsabilidade do conteúdo dos artigos é exclusiva dos autores. É vedada a tradução para outro idioma sem a autorização escrita do Editor ouvida a Comissão Editorial Científica.


