Consultoria colaborativa no ensino superior, tendo por foco um estudante com Transtorno do Espectro Autista

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21723/riaee.v13.nesp2.set2018.11655

Palavras-chave:

Transtorno do espectro autista, Consultoria colaborativa, Ensino superior

Resumo

A área da Educação Especial tem natureza transversal, extrapolando, portanto, o estudante como único alvo. Suas ações devem incluir o docente como destinatário de formação específica, que deve ser continuada, flexível e se concretizar na prática diária da sala de aula. O presente relato de caso objetiva descrever os procedimentos de uma consultoria colaborativa realizada por um profissional especialista, em parceria com gestores universitários, com docentes de um curso superior de Matemática, tendo por foco um estudante com Transtorno do Espectro Autista. Foram aplicados ajustes nas estratégias de avaliação, incluindo: adequação linguística das questões e aceite de respostas orais, com apoio de solução no papel ou na lousa. O processo avaliativo foi registrado por meio de anotações, fotografias e gravações de áudio e vídeo. Ao final, as docentes relataram que foi determinante o uso das estratégias para avaliar a aprendizagem do estudante, considerando o insucesso em oportunidades anteriores.

Biografia do Autor

Grace Cristina Ferreira Donati, Universidade de São Paulo - Bauru

Grace Cristina Ferreira-Donati é fonoaudióloga clínica formada pela USP Bauru, em 1999. É especialista em Linguagem pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (2002), mestre (2006) e doutora (2016) em Educação pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Marília. É pós-doutoranda pelo Departamento de Fonoaudiologia da USP Bauru. Tem Aprofundamento em Dislexia e Distúrbios de Aprendizagem e Aprimoramento em Neurociências e Aprendizagem. É terapeuta certificada pelo Hanen Centre(R) (Canadá) para o Programa More Than Words, destinado a famílias de crianças com TEA e outras dificuldades de comunicação social. É membro do Grupo de Pesquisa Deficiências Físicas e Sensoriais da UNESP de Marília, da Associação Brasileira de Neurologia, Psiquiatria e Profissões Afins (ABENEPI), da Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial (ABPEE), da International Society for Augmentative and Alternative Communication (ISAAC) e membro da Diretoria Executiva da ISAAC Brasil. É coordenadora do Comitê de Comunicação Alternativa e Libras do Departamento de Linguagem da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa) para o triênio 2017-2019.

Vera Lúcia Messias Fialho Capellini, Departamento de Educação, do Programa de Pós-graduação em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem e do Programa em Docência para a Educação Básica, da FC/ UNESP- Bauru.

Graduada em Pedagogia pela Universidade Metodista de Piracicaba (1991), Mestrado (2001) e Doutorado (2004) em Educação Especial pela Universidade Federal de São Carlos. Realizou em 2012 Pós-Doutorado na Universidade de Alcalá- Espanha, a partir do qual defendeu sua Livre docência em Educação Inclusiva em 2014. Atualmente é Professora Adjunto do Departamento de Educação, do Programa de Pós-graduação em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem e do Programa em Docência para a Educação Básica, da FC/ UNESP- Bauru. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em formação inicial e continuada de professores (nas modalidades presencial, semipresencial e EAD), prática de ensino, inclusão escolar e avaliação educacional. Líder do Grupo de Pesquisa: A inclusão da pessoa com deficiência, TGD e superdotação e os contextos de aprendizagem e desenvolvimento e membro do Observatório Nacional de Educação Especial, ambos cadastrados no CNPQ. Presidente da comissão organizadora do I,II,III,IV e V Congresso Brasileiro de Educação da UNESP de Bauru. Coordenadora do Curso de Aperfeiçoamento em Práticas Educacionais Inclusivas em parceria com o Ministério da Educação de 2008 a 2013. Coordenadora do Curso de Especialização da Educação Especial do Redefor, em parceria com SEE/SP. Membro pesquisadora do OIIIIPe desde o início.

Referências

APA. American Psychiatric Association. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. DSM-IV TR. Porto Alegre: Artes Médicas, 2002.

APA. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. DSM-V. Porto Alegre: Artes Médicas, 2013.

ARAÚJO, L. S.; ALMEIDA, M. A. Contribuições da consultoria colaborativa para a inclusão de pessoas com deficiência intelectual. Rev. Educação Especial, v. 27, n. 49, p. 3341-3352, maio/ago., 2014.

BRASIL. Lei n.º 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Centro de Documentação e Informação. Brasília: Edições Câmara, 2015.

CAPELLINI, V. L. M. F. Avaliação das possibilidades do ensino colaborativo no processo de inclusão escolar do aluno com deficiência mental. 2004. 300 f. Tese (Doutorado em Educação Especial) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos.

CORRÊA-NETTO, M. M. F. A comunicação alternativa favorecendo a aprendizagem de crianças com autismo, Asperger e Angelman: formação continuada de profissionais de educação e saúde. 2012. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.

COSTAS, F. A. T. Acesso, acessibilidade e inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais na educação superior. In: PIECZKOWSKI, T. M. Z.; NAUJORKS, M. I. (Org.). Educação, inclusão e acessibilidade: diferentes contextos. Chapeco: Argos, 2014.

FERRARI, J. B. Inclusão de um estudante autista no ensino superior, um relato de experiência na UFPR Litoral. In: 7.º CONGRESSO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO ESPECIAL (CBEE), 2016. Anais... Disponível em: https://proceedings.galoa.com.br/trabalhos-publicados. Acesso em: 12 fev. 2017.

FONSECA, R. P.; PARENTE, M. A. M. P.; CÔTÉ, H.; SKA, B.; JOANETTE, Y. Bateria Montreal de Avaliação da Comunicação: Bateria MAC. Barueri: Pró-Fono, 2008.

INEP. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Ministério da Educação. Censo da Educação Superior 2016 – Notas Estatísticas. Brasil: Ministério da Educação, 2016. Disponível em: http://download.inep.gov.br/educacao_superior/censo_superior/documentos/2016/notas_sobre_o_censo_da_educacao_superior_2016.pdf. Acesso em: 10 jul. 2018.

OMS. Organização Mundial da Saúde. CID-10 Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde. São Paulo: Universidade de São Paulo; 1997.

SIEMS-MARCONDES, M. E. R. Estudantes com deficiência no ensino superior: trajetórias escolares, acesso e acessibilidade. Rev. Inc. Soc., Brasília, v. 11, n. 1, p. 94-104, jun./dez., 2017.

VIEIRA, N. J. W.; SEVERO, A.; ALBERTANI, J. Inclusão no Ensino Superior: acesso e permanência dos alunos com deficiência na Universidade Federal de Santa Maria no período de 2010 a 2012. In: PIECZKOWSKI, T. M. Z.; NAUJORKS, M. I. (Org.). Educação, inclusão e acessibilidade: diferentes contextos. Chapecó: Argos, 2014.

Downloads

Publicado

01/09/2018

Como Citar

DONATI, G. C. F.; CAPELLINI, V. L. M. F. Consultoria colaborativa no ensino superior, tendo por foco um estudante com Transtorno do Espectro Autista. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 13, n. esp.2, p. 1459–1470, 2018. DOI: 10.21723/riaee.v13.nesp2.set2018.11655. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/11655. Acesso em: 27 fev. 2021.

Edição

Seção

Artigos

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)