Relações de gênero no movimento dos trabalhadores sem terra - MST: perspectivas a partir da concepção pedagógica do movimento

Autores

  • Claudia Pereira de Pádua Sabia Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP/Marília) https://orcid.org/0000-0001-8173-6420
  • Tânia Suely Antonelli Marcelino Brabo Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP/Marília) http://orcid.org/0000-0002-9833-0635

DOI:

https://doi.org/10.21723/riaee.v14iesp.2.12648

Palavras-chave:

Gênero, Educação no MST, Movimentos Sociais.

Resumo

O estudo tem por objetivo identificar às relações de gênero no interior do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra e se o processo educativo do MST tem contribuído para as ações e discussões sobre o tema. Este trabalho faz parte de um projeto intitulado “Concepções teórico-práticas de educação e trabalho no MST” e contou com o financiamento do CNPQ. Neste estudo, a metodologia utiliza à abordagem qualitativa e as pesquisas bibliográfica, documental e a coleta de dados.  A coleta de dados consistiu em entrevistas com coordenadoras de escolas localizadas em assentamentos do MST e uma ex-dirigente do Setor Nacional de Gênero do Movimento. Como resultados, identificamos no desenvolvimento das questões de gênero no MST, alguns avanços alcançados, como por exemplo, a titularidade conjunta, dando legalmente as mulheres os mesmos direitos de posse e uso da terra e, também a participação das mulheres em 50% de todas as instâncias políticas do Movimento que demandou grande esforço e acentuado processo de formação das mesmas. Entretanto, permanece o grande desafio de criar possibilidades de uma maior igualdade na divisão do trabalho realizado e de oportunidades para as mulheres Sem Terra.

Biografia do Autor

Claudia Pereira de Pádua Sabia, Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP/Marília)

Graduação em Administração (1986), especialização em Administração Empresarial (1989), mestrado em Educação (2001) e doutorado em Educacao (2007) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Foi avaliadora Ad Hoc do INEP/MEC para os cursos de Administração de 2002 à 2013. Membro do Grupo de Pesquisa Organizações e Democracia desde 1997. Professora Assistente do Departamento de Administração e Supervisão Escolar - DASE da Faculdade de Filosofia e Ciências - FFC da UNESP, campus de Marília. Atua na área de políticas públicas em educação, gestão escolar e avaliação.

Tânia Suely Antonelli Marcelino Brabo, Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP/Marília)

Pós-doutoramento em Educação, docente do Departamento de Administração e Supervisão Escolar da FFC/UNESP-Campus de Marília e do Programa de Pós-Graduação em Educação Líder do Grupo de Pesquisa NUDISE – Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual na Educação. Vice-Coordenadora do Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania de Marília.

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Publicado

19/06/2019

Como Citar

SABIA, C. P. de P.; BRABO, T. S. A. M. Relações de gênero no movimento dos trabalhadores sem terra - MST: perspectivas a partir da concepção pedagógica do movimento. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 14, n. esp.2, p. 1601–1612, 2019. DOI: 10.21723/riaee.v14iesp.2.12648. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/12648. Acesso em: 25 fev. 2021.