Processos insurgentes de autoavaliação da qualidade educacional em escolas brasileiras: compromissos e significados
Palavras-chave:
avaliação institucional participativa, qualidade social da educação, metodologia Paideia, formação humana integral, educação públicaResumo
Apresenta os resultados da pesquisa colaborativa realizada entre uma universidade e escolas públicas brasileiras engajadas na luta pela qualidade social da educação. Por meio da metodologia Paideia, desenvolveu-se uma forma alternativa de avaliação que desafiasse políticas educacionais baseadas em índices padronizados e oferecesse novas possibilidades para a melhoria da educação pública. Realizou-se a sistematização de constructos que expressam compromissos com a qualidade social, os quais subsidiaram a criação de um instrumento avaliativo. A autoavaliação institucional participativa, democrática e emancipatória orientou-se por princípios éticos e pelo respeito à diversidade, fortalecendo práticas de cogestão. Essa abordagem contrarregulatória opôs-se às atuais políticas de regulação educacional, caracterizadas como verticais, reducionistas e meritocráticas. O instrumento foi composto por oito constructos inter-relacionados, enraizados no compromisso com a Formação Humana Integral. O processo revelou a inseparabilidade entre justiça social e justiça curricular, bem como a influência significativa das condições objetivas sobre o trabalho escolar.
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