O afeto e o cuidar no desenvolvimento de crianças com deficiência na educação infantil

Danielle Da Silva Pinheiro Wellichan, Fernanda Delai Lucas Adurens

Resumo


O afeto e o cuidar são importantes alicerces na educação infantil e essenciais para o desenvolvimento de crianças com ou sem deficiência. Assim, a formação dos profissionais desse período inicial da Educação Básica precisa ser um tema em pauta e foco de discussão. Propiciar essa reflexão na escola pode favorecer a inclusão de crianças desde as fases iniciais da vida escolar. Este texto busca discutir e propor reflexões sobre ações que podem ser realizadas no contexto escolar da Educação Infantil para favorecer um ambiente de aprendizado mais humanizado. 

Palavras-chave


Cuidar; Afeto; Educação Infantil; Educação Especial

Texto completo:

PDF XML

Referências


ABRAMOWICZ, A.; ROCHA, M. J. S.; CUNHA, I. M. O desenvolvimento das crianças de três a seis anos. In: PALHARES, M. S.; MARINS, S. Escola inclusiva. São Carlos: EdUFSCar, 2002. p 237- 249.

AMORIN, A. L. N. de; DIAS, A. A. Formação do professor de educação infantil: políticas e processos. Revista Educ. PUC Campinas. v. 18, n. 1, p. 37-45, 2013.

ANDRÉ, R.C.M.O. Creches: desafios e possibilidades. Uma proposta curricular para além do educar e cuidar. 2016. 185 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2016. Disponível em: . Acesso em: 17 nov. 2017.

ARIÈS, P. História social da criança e da família. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1973.

BERNARDINO, L. M.F. A abordagem psicanalítica do desenvolvimento infantil e suas vicissitudes. In: BERNARDINO, L. M. F. (org). O que a psicanalise pode ensinar sobre a criança, sujeito em constituição. São Paulo: Escuta, 2006.

BERNARDINO, L. M.F. et al. Análise da relação de educadoras com bebês em um centro de educação infantil a partir do protocolo IRDI. In: KUPFER, M. C.M; LERNER, R. (Orgs.). Psicanálise com crianças: clínica e pesquisa texto. São Paulo: Escuta, 2008. p. 207-220

BOWLBY, J. Apego. Martins Fontes: São Paulo, 1984.

BONOME-PONTOGLIO, C. F.; MARTURANO, E. M. Brincando na creche: atividades com crianças pequenas. Estud. psicol. (Campinas), v. 27, n. 3, p. 365-373, set. 2010. Disponível em: . Acesso em: 27 fev. 2018.

BOWLBY, J. Perda: tristeza e depressão. Martins Fontes: São Paulo, 1985

BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em Nível Superior. Brasília, DF: MEC, 2001.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes curriculares nacionais para a educação infantil. Brasília: MEC; SEB, 2010. Disponível em: . Acesso em: 21 fev. 2018.

BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Brasília, 6 de julho de 2015. Disponível em: . Acesso em: 17 mar. 2017.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, n.9394/96. Disponível em . Acesso em 15 jul.2018.

BERSCH, R.; MACHADO, R. Conhecendo o aluno com deficiência física. In: SCHIRMER, C. R.; BROWNING, N.; BERSCH, R.; MACHADO, R. Atendimento educacional especializado: Deficiência física. SEESP/SEED/MEC. Brasília, 2007. p.15-24.

BRUNO, M. M. G. Educação Infantil: saberes e práticas da inclusão: introdução. 4.ed. Brasília: MEC: Secretaria de Educação Especial, 2006. Disponível em: Acesso em: 02 maio 2018.

CAPELASSO, R. R. M. Contribuições da educação e da psicologia: a importância do vínculo afetivo entre as auxiliares do desenvolvimento infantil e crianças da creche de 0 a 4 anos. 2011. 100 p. Dissertação (Mestrado) – Universidade do Oeste Paulista, Programa de Pós-Graduação em Educação. Presidente Prudente, SP, 2011. Disponível em: Acesso em: 29 jun. 2018.

CARVALHO, E. A; ROLÓN, J. C. C.; MELO, J. S. M. Os Vínculos Afetivos na Construção do Ensino Aprendizagem. Revista Multidisciplinar e de Psicologia, v. 12, n. 39, 2018.

COUTINHO, A. S. Os Bebês e a brincadeira: questões para pensar à docência. Da Investigação às Práticas, v. 4, n. 1, p. 31-43, 2013. Disponível em: . Acesso em: 5 mar. 2018.

CULLERE-CRESPIN, G. Discussão da evolução de uma síndrome autística tratada em termos de estruturação psíquica e de acesso à complexidade. Psicologia Argumento. Curitiba, v. 28, n. 61, p.159-166; abril-junho 2010.

DE VITTA, F.C.F.; DE VITTA, A.; MONTEIRO, A. S. R. Percepção de professores sobre inclusão na educação infantil, Rev. Bras. Ed. Esp., Marília, v.16, n.3, p.415-428, Set-Dez., 2010.

DESSEN, M. A.; POLONIA, A da C. A Família e a Escola como contextos de desenvolvimento humano. Paidéia, v.17, n.36, p.21-32, 2007.

DIDONET, V. Creche: a que veio...para onde vai... Revista Em aberto, Brasília, v. 18, n. 73, p. 11-27, jun. 2001. Disponível em: . Acesso em: 21 fev. 2018.

FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 12. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

GENTILE, P. Antonio Nóvoa: "professor se forma na escola". Nova Escola, 01/05/2001. Disponível em: Acesso em: 17 jan. 2018.

GONZALES-MENA, J.; EYER, D.W. O cuidado com bebês e crianças pequenas na creche: um currículo de educação e cuidados baseado em relações qualificadas. 9.ed. Porto Alegre: AMGH, 2014.

INFANTE, D. O outro do bebê: as vicissitudes do tornar-se sujeito. In: ROHENKOHL, C. M. F.(org.). A clínica com o bebê. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2000.

HEYWOOD, C. Uma história da infância da Idade Média à época contemporânea no Ocidente. Porto Alegre: Artmed, 2004.

JERUSALINSKY, J. Enquanto o futuro não vem: a psicanálise na clínica interdisciplinar com bebês 1971, 2 ed. Salvador: Ágalma, 2002, v. 3 (Coleção de Calças Curtas).

JERUSALINSKY, J. A criação da criança: Brincar, gozo e fala entre a mãe e o bebê. Salvador, BA: Ágalma, 2011.

JÓIA, A. Brincando para aprender ou aprender brincando: a ludicidade no cotidiano da creche. 2014. 154f. Tese (Doutorado em Educação) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2014. Disponível em: Acesso em: 17 fev. 2018.

KRAMER. S. Formação de profissionais de educação infantil: questões e tensões. In: MACHADO, M. L. A. (Org.). Encontros e desencontros em educação infantil. São Paulo: Cortez, 2005.

LA TAILLE, Y; OLIVEIRA, M. K.; DANTAS, H. Piaget, Vygotsky, Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. São Paulo: Summus, 1992.

LEITE, S. A. S. (org.). Afetividade e práticas pedagógicas. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2006.

MARIOTTO, R. M. M. Atender, cuidar e prevenir: a creche, a educação e a psicanálise. Estilos da Clínica, v. 8, n. 15, p. 34-47, 2003. Disponível em: . Acesso em: 17 mar. 2017.

MARIOTTO, R. M. M. Cuidar, educar e prevenir: as funções da creche na subjetivação de bebês. São Paulo: Escuta, 2009.

MATURANA, H. Emoções e linguagem na educação e na política. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2001

MAZZOTTA, M. J. S. Fundamentos de educação especial. São Paulo: Pioneira, 1982.

MONDIN. E. M. C. Interações afetivas na família e na pré-escola. Estudos de Psicologia, v.10, n.1, p.131-138, 2005.

MONTE, F. R. F. do. Inclusão na educação infantil: concepções e perspectivas de educadoras de creche. 2006. 119 f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Católica de Brasília, Brasília, 2006.

NONO, M. A. Educar e cuidar nas creches e pré-escolas. UNIVESP, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, 2015. Disponível em: . Acesso em: 20 nov. 2017.

OLIVEIRA, C. C. de. Concepções de profissionais da Educação Infantil sobre a Educação Especial para crianças de zero a três anos. 2014.186 f. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Espirito Santo, Vitória, 2014.

OLIVEIRA, Z. De M. R de. Educação Infantil: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2013.

PEREIRA, P. C.; MATSUKURA, T. S. Inclusão escolar e educação infantil: um estudo de caso. Revista Educação Especial, Santa Maria, v. 26, n. 45, p. 125-144, jan./abr. 2013.

PIAGET, J. Seis estudos de psicologia. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2001.

SABOIA, C. O Brincar precoce do bebê como indicador de riscos de sofrimento psíquico. Estilos da Clínica, São Paulo, v. 20, n. 2, p. 181-193, ago. 2015. Disponível em: . Acesso em: 07 mar. 2018.

SILVA, C.R.; BOLSANELLO, M. A. No Cotidiano das creches o cuidar e o educar caminham juntos. Interação em Psicologia, v. 6, n. 1, p. 31-36, 2002. Disponível em: . Acesso em: 10 mar.2018.

SNYDERS, G. Alunos felizes: reflexão sobre a alegria na escola a partir de textos libertários. Rio de Janeiro: Paz e Terra,1996.

SPITZ, R. A. Desenvolvimento emocional do recém-nascido. Tradução: MANHÃES, M. P. Livraria Pioreira. 1960.

SZYMANSKI, H. A família como um locus educacional: perspectivas para um trabalho psicoeducacional. R. Bras. Est. Pedag. v. 81, n 197, p.14-25, 2000.

VEIGA, M.M. A inclusão de crianças deficientes na educação infantil. Paidéia, maio 2008. Disponível em: Acesso em: 28 abr. 2018.

VIGOTSKY, L. S. A construção do pensamento e da linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

VITTA, F. C. F. de; EMMEL, M. L. G.. A dualidade cuidado x educação no cotidiano. Paidéia, Ribeirão Preto, v.14, n.28, p.177-189, 2004.

VOLTOLINI, R. Formação de professores e psicanálise. In: KUPFER, M. C. M.; PATTO, M. H. S.; VOLTOLINI, R. (Org.) Práticas inclusivas em escolas transformadoras: acolhendo o aluno-sujeito. São Paulo: FAPESP; ESCUTA, 2017. p. 171- 188.

WINNICOTT, D W. Os bebês e suas mães. 3.ed. Trad: Jefferson Luiz Camargo. São Paulo: Martins Fontes, 2006.




DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v22i3.11581



Rev. on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, SP, Brasil, e-ISSN: 1519-9029

DOI prefix: 10.22633/rpge

Licença Creative Commons 

Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.