O modelo de classe mundial e as universidades latino-americanas e caribenhas: tendências que se anunciam?

Lara Carlette Thiengo, Maria de Lourdes Pinto de Almeida, Lucídio Bianchetti

Resumo


Neste artigo analise-se a difusão, no contexto acadêmico latino-americano e caribenho, da concepção de universidade de classe mundial ou de excelência elaborada e difundida pelo Banco Mundial e em rankings acadêmicos internacionais. Neste sentido, procuraremos responder às seguintes questões: como as universidades que se situam em contextos excluídos do eixo dinâmico do capital se posicionam na corrida pelo status de excelência? Que estratégias utilizam para buscar melhores colocações nos rankings internacionais? O que isso indica em termos de tendências para a educação superior na região? Com o objetivo de responder a estas questões, em termos metodológicos, utiliza-se o levantamento bibliográfico e de dados, bem como a análise documental dos Planos de Desenvolvimento Institucional das instituições de educação superior latino-americanas e caribenhas que vêm se destacando nos principais rankings acadêmicos mundiais. Como resultado, nossas investigações vieram mostrando que o modelo/concepção de UCM é utilizado como um arquétipo, mais ou menos explícito de como as universidades latino-americanas devem ‘portar-se’ para alcançar esse desideratum.

Palavras-chave


Universidade Latino-Americana; Educação superior; Universidade de classe mundial; Excelência acadêmica.

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