Interseções entre o ensino de história e a literatura: uma contribuição teórico-metodológico da dialética no ensino
Palavras-chave:
ensino de história, literatura latino-americana, memória social, metodologia dialética, romance políticoResumo
Este artigo investiga como a intersecção entre história, literatura e memória pode enriquecer o ensino de história, particularmente na abordagem de regimes autoritários na América Latina. Questiona-se de que forma a análise de romances políticos, como “O Senhor Presidente” de Miguel Ángel Asturias e “Eu, o Supremo” de Augusto Roa Bastos, à luz de uma metodologia dialética inspirada em Hegel, contribui para a formação de professores e para uma compreensão crítica do passado e de suas ressonâncias no presente, incluindo o conceito de “memória subterrânea” de Pollak. Argumenta-se que essa abordagem teórico-metodológica transcende narrativas históricas tradicionais, promovendo debates sobre poder, lutas sociais e a complexidade da experiência latino-americana, fomentando assim um ensino de história mais reflexivo e engajador.
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