Entre línguas e fronteiras: educação intercultural na fronteira Brasil–Bolívia e os limites da LDB em Mato Grosso
Palavras-chave:
educação intercultural bilíngue, educação em fronteiras, povo indígena chiquitano, políticas educacionais, decolonialidadeResumo
O estudo investigou como as políticas públicas voltadas à educação intercultural bilíngue vêm sendo implementadas na educação básica em contextos de fronteira internacional entre os países Brasil e Bolívia, com foco no Estado de Mato Grosso. A pesquisa parte do entendimento de que os territórios fronteiriços são marcados por intensos fluxos culturais, sociais e linguísticos, configurando realidades educacionais complexas e plurais. A diversidade presente nesse espaço evidencia tanto possibilidades de práticas pedagógicas interculturais quanto desafios relacionados à formação docente, à organização curricular e à efetivação de políticas educacionais sensíveis às especificidades locais. Metodologicamente, a pesquisa adotou abordagem qualitativa de caráter documental, articulada à análise crítica do discurso e à perspectiva epistemológica decolonial. Foram analisados documentos oficiais, legislações educacionais brasileiras e diretrizes curriculares que orientam a educação para a diversidade cultural e linguística. Os resultados indicam que, embora haja avanços normativos, persistem limites na aplicação da LDB e de outras políticas nacionais frente às demandas interculturais das escolas de fronteira, revelando tensões entre prescrição legal e práticas pedagógicas concretas.
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