Masculinidades em disputa: a escola brasileira como campo de forças e a construção de masculinidades plurais
Palavras-chave:
Masculinidades, Gênero, Educação Básica, Interseccionalidade, PeNSE 2026Resumo
Este artigo analisa as disputas de poder em torno das masculinidades hegemônicas no ambiente escolar brasileiro e seus desdobramentos para além dos muros da escola, com base nos dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar – PeNSE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2026). Argumenta-se que os indicadores de violência escolar, comportamentos de risco no trânsito, saúde mental e sexualidade revelam que a escola opera como dispositivo de normalização que produz, reproduz e regula masculinidades por meio de mecanismos de poder simbólico, disciplinar e relacional. O artigo demonstra como a masculinidade hegemônica se sustenta por consentimento cultural e coerção simbólica, impondo hierarquias que se agravam quando cruzadas com marcadores de raça e classe. Evidencia-se, ainda, como o peso da norma viril incide de forma diferenciada sobre os corpos de meninos negros e periféricos. Conclui-se que a construção de masculinidades plurais e não-hegemônicas demanda o reconhecimento da escola como campo de forças e de disputas políticas por sua transformação.
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