A dialética da globalização e os povos Apinayé em Tocantinópolis: a unidade na diversidade como proposta de cidadania

Severina Alves de Almeida, Eliana Henriques Moreira

Resumo


Em que pese os primeiros indícios da globalização se fazerem sentir ainda no século XV, foi somente no final do século XX, a partir do desenvolvimento e refinamento das Tecnologias de Informação e Comunicação que a globalização passa a afetar a vida de grande maioria da população mundial. Globalização e seus derivados são termos que se incorporam ao discurso contemporâneo, numa tentativa de se compreender os problemas de nosso tempo. Assiste-se, de um lado, a uma sociedade prostrada ante o fatalismo ocasionado nas mudanças provocadas pelos efeitos da globalização e, de outro, à emergência de modos de resistência, como é o caso dos indígenas Apinayé do norte do Estado do Tocantins. Nesse sentido, as tensões nas relações inter-étnicas se intensificam, e ao se buscar compreender os processos de alteridade, se depara com situações desafiadoras, como ocorre com a população urbana da Tocantinópolis e os Apinayé. Desse modo, neste trabalho, refletimos acerca das relações socioculturais desses povos, acenando para a necessidade de mudanças, considerando o princípio da alteridade como requisito para que se efetive a cidadania, onde o etnocentrismo seja revisto e, quem sabe, eliminado, de forma a contribuir para que sejamos realmente uma só nação, a brasileira.

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DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v6i2.4887



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