Biopolítica, educação e eugenia no Brasil (1911-1945)

Autores

  • Mozart Linhares da Silva UNISC – Universidade de Santa Cruz do Sul. Departamento de História e Geografia. Santa Cruz do Sul – RS – Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.21723/riaee.v8i4.5070

Resumo

O artigo tem por objetivo analisar as relações entre educação e biopolítica no Brasil entre os anos de 1911 e 1945, datas consideradas em suas singularidades em função de dois episódios marcantes: a conferência proferida por Batista de Lacerda sobre a positivação da mestiçagem no Congresso Universal das Raças, em Londres, e o fim do Estado Novo. Para problematizar as relações entre eugenia e educação no Brasil lançamos mão de algumas ferramentas foucaltianas, como é o caso de conceitos como biopolítica, governamento, governamentalidade, regimes de verdade e poder-saber. As relações entre eugenia, educação e a política de Estado são consideradas como exemplos de governamentalidade biopolítica, quando o homem brasileiro, o “povo”, passou a ser pensado na sua condição de corpo-espécie da população. As questões relacionadas à raça da população assumiram papel importante no discurso político educacional, pois dentre os aspectos mais importantes do movimento eugênico no Brasil, estava a formação de uma consciência eugênica, que deveria ser “incutida” desde a infância. Um movimento intelectual de significativa importância assumiu o discurso eugênico como estratégia biopolítica de melhoria da “raça”, e, fora nos anos 1930 que esse movimento alcançou êxito institucional.

Biografia do Autor

Mozart Linhares da Silva, UNISC – Universidade de Santa Cruz do Sul. Departamento de História e Geografia. Santa Cruz do Sul – RS – Brasil.

Doutor em História do Brasil pela PUCRS, com extensão na Universidade de Coimbra. Professor-pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Educação/UNISC (PPGEDU) e Professor do Departamento de História e Geografia/UNISC

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Publicado

20/02/2014

Como Citar

SILVA, M. L. da. Biopolítica, educação e eugenia no Brasil (1911-1945). Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 8, n. 4, p. 900–922, 2014. DOI: 10.21723/riaee.v8i4.5070. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/5070. Acesso em: 28 fev. 2021.

Edição

Seção

Artigos