Bens culturais acessíveis às crianças: limites e possibilidades para o desenvolvimento cultural na educação infantil

Autores

  • Muriane Sirlene Silva de Assis Diretora de Escola de Educação Infantil. Secretaria Municipal de Educação de Araraquara. UNESP – Universidade Estadual Paulista. Faculdade de Ciências e Letras. Membro do GPEI - Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Infância e Escolarização. Araraquara – SP – Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.21723/riaee.v7i1.5377

Resumo

Este trabalho é parte de uma tese de doutorado que investigou o processo de desenvolvimento cultural da criança na Educação Infantil a partir das concepções de diferentes sujeitos. O presente trabalho focalizou as concepções das crianças, das professoras e dos pais sobre o acesso das crianças aos bens culturais. A pesquisa utilizou procedimentos metodológicos fundamentados em abordagem qualitativa e coletou dados por meio de entrevistas semiestruturadas e questionários. A Teoria Histórico-Cultural serviu de fundamentação teórica para o estudo. A análise dos dados enunciou que a escola e a família contribuíam para o desenvolvimento cultural das crianças, todavia, essa contribuição ocorria de forma pouco intencional e sistematizada. A pesquisa demonstrou que o acesso das crianças e dos adultos aos bens culturais era restrito e limitado, em especial à televisão, e isso empobrecia as possibilidades de desenvolvimento cultural deles. As atividades artísticas e culturais eram interpretadas como recurso didático-pedagógico e raramente se vinculavam ao lazer, ao divertimento, a ampliação da visão de mundo e consequentemente ao desenvolvimento cultural. O estudo ressaltou que não basta ter acesso aos bens culturais, há que se buscar por meio da apropriação do patrimônio cultural da humanidade, uma atuação mais consciente na prática social.

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Como Citar

ASSIS, M. S. S. de. Bens culturais acessíveis às crianças: limites e possibilidades para o desenvolvimento cultural na educação infantil. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 7, n. 1, p. 170–178, 2012. DOI: 10.21723/riaee.v7i1.5377. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/5377. Acesso em: 14 maio. 2021.

Edição

Seção

Artigos