O acesso à universidade pública no Brasil e a questão social: uma análise dos dados do relatório do vestibular da Universidade Estadual Paulista Julio Mesquita Filho - UNESP

Autores

  • Hilda Maria Gonçalves da Silva UNESP – Universidade Estadual Paulista. Faculdade de Ciências Humanas e Sociais - Departamento de Educação, Ciências Sociais e Política Internacional. Franca – SP – Brasil. 14409-160 -
  • Ricardo Ribeiro UNESP – Universidade Estadual Paulista. Faculdade de Ciências e Letras - Departamento de Ciências da Educação - Pós-Graduação em Educação Escolar. Araraquara – SP – Brasil. 14.800-901 -

DOI:

https://doi.org/10.21723/riaee.v7i3.5730

Resumo

Este trabalho tem como preocupação central analisar as causas socioeconômicas e culturais do ainda restrito acesso de jovens brasileiros ao ensino superior público. No Brasil, somente 14,4% dos jovens entre 18 e 24 anos frequentam esse nível de ensino. Se considerarmos que as instituições públicas oferecem apenas ¼ das vagas, pode-se afirmar que estas instituições não chegam a atender nem 4% dos jovens entre 18 e 24 anos. O Brasil apresenta, nesse nível de ensino, um acesso menor que muitos de seus vizinhos: Argentina (40%), Venezuela (26%), Chile (20%) e Bolívia (20%). No presente estudo foram analisados os dados dos relatórios do vestibular da Universidade Estadual Paulista (Unesp) entre 2004 e 2009, elaborados pela Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (Vunesp). Nesta análise, nota-se a influência de alguns aspectos socioeconômicos e culturais em relação às possibilidades de acesso dos jovens à universidade pública. Destacam-se, entre esses aspectos, a renda familiar, a possibilidade de se dedicar somente aos estudos e de frequentar cursos preparatórios, bem como o nível de escolaridade dos pais.

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Como Citar

Silva, H. M. G. da, & Ribeiro, R. (2012). O acesso à universidade pública no Brasil e a questão social: uma análise dos dados do relatório do vestibular da Universidade Estadual Paulista Julio Mesquita Filho - UNESP. Revista Ibero-Americana De Estudos Em Educação, 7(3), 170–183. https://doi.org/10.21723/riaee.v7i3.5730

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