Autoerotismo em sala de aula: o que pensam, como reagem e dizem fazer os professores?

Ricardo Desidério da Silva, Ana Cláudia Bortolozzi Maia

Resumo


Percebendo-se a necessidade de uma discussão sobre a temática da sexualidade nas escolas e principalmente na formação dos docentes este estudo qualitativo investigou o relato de professores sobre o autoerotismo de seus alunos e alunas na sala de aula: o que pensam, como reagem e dizem fazer em sua prática docente. Participaram 9 professores, de ambos os sexos, que responderam a uma entrevista projetiva para posterior análise de conteúdo. Os resultados demonstram que os professores, apesar de considerarem importante este trabalho com seus alunos, manifestam dificuldade em falar sobre o tema, indicando inclusive que partem de suas concepções pessoais e não baseados em teorias, evidenciando assim, carência na sua formação para lidar com educação sexual na escola. Conclui-se que os professores ainda percebem a sexualidade a partir de mitos e tabus, especialmente sobre o autoerotismo e, nesse sentido, é importante investir na formação acadêmica de professores para que possam desenvolver de modo pedagógico, contínuo e sistemático, projetos de educação sexual na escola.

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Rev. Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, SP, Brasil, e-ISSN: 1982-5587, ISSN: 2446-8606.

DOI Prefix: 10.21723/riaee

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