O habitus professoral e a educação especial: percepção dos professores de classe comum e sala de recursos multifuncional

Autores

  • Norberto Kuhn Junior Universidade Feevale
  • Helena Venites Sardagna Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs)
  • Valdir Pedde Universidade Feevale.
  • Fatima Liliane Oliveski Roth Universidade Feevale.

DOI:

https://doi.org/10.21723/riaee.v11.n3.7297

Palavras-chave:

Inclusão escolar. Sala de recursos multifuncional. Habitus professoral.

Resumo

Este artigo analisa a educação inclusiva a partir do Atendimento Educacional Especializado (AEE) em Sala de Recursos Multifuncional (SRM) na rede municipal de Ensino de Novo Hamburgo/RS. Contou com a participação de 99 professores de classe comum que atuavam na docência de alunos com deficiência, transtorno global do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação e 30 professoras de SRM no ano de 2013. Os dados apontaram que as professoras de SRM demonstraram possuir menores dificuldades em trabalhar com os alunos da Educação Especial do que os professores de classe comum. Por meio da identificação do habitus dos professores de classe comum, compreendeu-se que as dificuldades indicadas por eles decorrem da fragilidade em sua formação pedagógica para trabalhar com alunos da Educação Especial. Trata-se de um habitus não inclusivo, o qual se constituiu desde a interiorização de modelos de ensino pautado pela homogeneização dos sujeitos (todos são iguais) em detrimento da constituição de um novo habitus, estruturante de um modelo de ensino que reconheça as diversidades para sua inclusão.

Biografia do Autor

Norberto Kuhn Junior, Universidade Feevale

É professor e pesquisador no Programa de Pós-graduação em Diversidade Cultural de Inclusão Social da Universidade FEEVALE, na linha de pesquisa Inclusão Social e Políticas Públicas. Ainda como pesquisador é vinculado ao Projeto OBEDUC - Diversidade, acesso e permanência: práticas sociais e pedagógicas na Educação Básica do Observatório da Educação – OBEDUC/MEC-CAPES

Helena Venites Sardagna, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs)

Professora da graduação e pós-graduação  da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs); coordenadora do Curso de Pedagogia – Licenciatura da Uergs – Unidade de Osório/RS; líder do Grupo de Pesquisa Educação e Processos Inclusivos (GPEPI) na Uergs; integrante do Grupo de Estudo e Pesquisa em Inclusão (GEPI) na Unisinos.

Valdir Pedde, Universidade Feevale.

Doutor em Antropologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professor no Programa de Pós-graduação em Diversidade Cultural de Inclusão Social da Universidade Feevale. É pesquisador no Projeto OBEDUC - Diversidade, acesso e permanência: práticas sociais e pedagógicas na Educação Básica do Observatório da Educação – OBEDUC/MEC-CAPES e líder do Grupo de Pesquisa Metropolização e Desenvolvimento Regional da FEEVALE/CNPq

Fatima Liliane Oliveski Roth, Universidade Feevale.

Mestra em Diversidade Cultural e Inclusão Social, pela Universidade Feevale; especialista em Psicopedagogia Institucional/Clínica e Psicomotricidade Relacional; professora de Sala de Recursos Multifuncional na rede municipal de Ensino de Novo Hamburgo-RS. É pesquisador no Projeto OBEDUC - Diversidade, acesso e permanência: práticas sociais e pedagógicas na Educação Básica do Observatório da Educação.

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Publicado

20/10/2016

Como Citar

Kuhn Junior, N., Sardagna, H. V., Pedde, V., & Roth, F. L. O. (2016). O habitus professoral e a educação especial: percepção dos professores de classe comum e sala de recursos multifuncional. Revista Ibero-Americana De Estudos Em Educação, 11(3), 1198–1220. https://doi.org/10.21723/riaee.v11.n3.7297

Edição

Seção

Artigos