Conhecimentos, práticas e vivências da sexualidade em jovens são-tomenses

Flavio Castelo David dos Santos Andrade

Resumo


Neste artigo apresentamos alguns resultados preliminares da pesquisa que está a ser realizada na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP/CIIE) com o objetivo de identificar conhecimentos, práticas e vivências da sexualidade dos jovens São-tomenses e o papel da Educação Sexual Escolar (ESE) na adopção de comportamentos preventivos e saudáveis. Estudo qualitativo, exploratório, realizado através de um questionário de autopreenchimento, aplicado a 280 jovens, (135) rapazes e (145) raparigas entre os 15 e os 19 anos de idade, frequentando a 10ª classe do ensino secundário em estabelecimentos públicos e privados. Resultados: observamos que há mudanças em curso no sentido de um maior controlo dos/as jovens estudantes sobre a sua vida sexual, nomeadamente através do prolongamento da idade de abstinência e da monogamia no namoro. O início da atividade sexual é mais precoce nos rapazes (3 anos mais cedo do que as raparigas) e é mais observada, para rapazes e raparigas, quando não tem associada a relação de namoro. É de admitir a hipótese de que a ancoragem da prática sexual na relação afetiva possa ser protetora e libertadora, particularmente para as raparigas, do peso da identidade de género herdada, permitindo uma escolaridade mais prolongada e um projeto de vida mais autónomo.

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DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v10i2.7792



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