A sexualidade como patrimônio pessoal e cultural: uma porta aberta por Marabá de Amoedo na perspectiva do museu como espaço educativo e intercultural

Autores

  • Margarete Zacarias Tostes de Almeida Doutora em Ciências em Museologia e Patrimônio. UNIRIO - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro – RJ – Brasil. 22290-240. Coordenadora Pedagógica. UNIG - Universidade Iguaçu. Itaperuna – RJ – Brasil. 28300-000. Pesquisadora, colaboradora. FAETECRJ - Instituto Superior de Educação de Itaperuna. Itaperuna – RJ – Brasil. 28300-000
  • Maria Amélia Gomes de Souza Reis Doutora em Educação. UFF - Universidade Federal Fluminense. Niterói – RJ – Brasil. 24220-900. Pós-Doutorado em Ciências da Educação e Professora associada e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio. UNIRIO - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro – RJ – Brasil. 22290-240

DOI:

https://doi.org/10.21723/riaee.v10i3.8104

Resumo

O presente estudo teve como mote a análise crítico-interpretativa da obra Marabá, de Rodolpho Amoedo, com foco na compreensão da maneira como o corpo feminino sexualizado agregou representações simbólicas do imaginário sociocultural brasileiro do século XIX com suas projeções e seus desdobramentos nas relações entre educação, sexualidade e interculturalidade nos sujeitos contemporâneos. Neste sentido, objetivou-se compreender o papel da sexualidade imbricada à mestiçagem como construtora de sujeitos sexuais a partir da educação não-formal realizada nos museus, bem como realizar a leitura do corpo sexualizado de “Marabá”, partindo da ideia de um etnoconhecimento para o etnorreconhecimento, situar, interculturalmente, a obra musealizada “Marabá” no contexto da educação do corpo pelo patrimônio pessoal e sociocultural. Pesquisa de natureza qualitativa, tendo como técnica de coleta de dados “Grupo Focal”. Para análise privilegiou-se concepções semióticas para se ler a obra pictórica “Marabá” de Rodolpho Amoedo no campo de Museu e Patrimônio. Concluiu-se que, através dos respondentes do Grupo Focal, o corpo feminino e sexualizado foi reconhecido como patrimônio pessoal e sociocultural, tendo a mestiçagem aliada à sexualidade como marca identitária mais contundente que confere ao corpo mestiço o valor de patrimônio mais genuíno e relevante da nação brasileira

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Publicado

06/10/2015

Como Citar

Almeida, M. Z. T. de, & Reis, M. A. G. de S. (2015). A sexualidade como patrimônio pessoal e cultural: uma porta aberta por Marabá de Amoedo na perspectiva do museu como espaço educativo e intercultural. Revista Ibero-Americana De Estudos Em Educação, 10(3), 1007–1031. https://doi.org/10.21723/riaee.v10i3.8104

Edição

Seção

Artigos