Educação de tempo integral no Brasil, passos e descompassos: de Ruy Barbosa e Anísio Teixeira aos dias atuais

Hildegard Susana Jung, Aniele Elis Scheuermnann, Silvia Regina Canan

Resumo


O presente artigo, de cunho bibliográfico e documental, objetiva refletir acerca das tentativas de implantação da Educação de Tempo Integral no Brasil. Para tanto, faz um resgate da reforma curricular proposta por Ruy Barbosa em 1879 que, mesmo não aprovada, tornou-se referência. Traz ainda a experiência de ensino integral de Anísio Teixeira com as Escolas Parque em Brasília, em 1960, narrando seu declínio dois anos mais tarde, devido a questões ideológicas e, principalmente, econômicas. Chegando aos dias atuais, apresenta a meta 6 do Plano Nacional de Educação (2014-2024), que prevê a Educação de Tempo Integral em pelo menos 50% das escolas e 25% dos alunos da educação básica, tendo como principal estratégia o programa Mais Educação. Entretanto, mais uma vez as metas e estratégias encontram-se ameaçadas pelos cortes econômicos e política da descontinuidade, com a redução dos recursos. É mister, portanto, estabelecer mecanismos de resistência que possibilitem a efetivação das metas já traçadas e dos programas instituídos, bem como esforços de todas as esferas envolvidas, de maneira a impedir que o retrocesso, o descaso, o desconhecimento, e a falta de prioridade da educação nas políticas públicas continuem com este ciclo vicioso.


Palavras-chave


Educação de Tempo Integral. Descontinuidade das Políticas Públicas. Mais Educação. Anísio Teixeira. Ruy Barbosa.

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DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v12.n1.8911



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