A categoria “Mulher” como dispositivo biopolítico de educação do corpo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22633/rpge.v26i00.16805

Palavras-chave:

Biopolítica, Cartografia, Dispositivo, Mulher, Políticas públicas

Resumo

Com a metodologia cartográfica, que diz de um traçar de linhas que compõem a produção das subjetividades, este texto objetiva traçar as linhas que produzem a mulher enquanto dispositivo biopolítico, através de políticas públicas, em especial a Política Nacional de Assistência Social, que produz e retroalimenta um Estado Neoliberal, economicamente moralizador, como nos diz Donzelot (1980). O traçar das linhas se dará através da cartografia das práticas de uma psicóloga de um Centro de Referência Especializado da Assistência Social, o qual atua com crianças, adolescentes, mulheres, idosos, deficientes, comunidade LGBTQI+ vítimas de violações de direitos, entre elas: violências físicas, sexuais, psicológicas. O conceito de dispositivo parte da leitura foucaultiana de poder, segundo a qual são as relações de poder/saber que atravessam as existências, no caso em tela, por meio da biopolítica, que segundo o mesmo autor, nos diz de estratégias de governamentalidade de fazer viver e deixar morrer.

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Biografia do Autor

Aurea Maria Pires Rodrigues, Universidade Federal de Sergipe (UFS), São Cristóvão – SE – Brasil

Doutoranda em Educação pelo Programa de Pós-graduação em Educação.

Fabio Zoboli, Universidade Federal de Sergipe – (UFS), São Cristóvão – SE – Brasil

Professor do Programa de Pós-graduação em Educação. Doutorado em Educação (UFBA).

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Publicado

30/09/2022

Como Citar

RODRIGUES, A. M. P.; ZOBOLI, F. A categoria “Mulher” como dispositivo biopolítico de educação do corpo. Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 26, n. 00, p. e022131, 2022. DOI: 10.22633/rpge.v26i00.16805. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/rpge/article/view/16805. Acesso em: 4 dez. 2022.