A alfabetização midiática como área de resistência crítica contra a desinformação ideológica nas redes sociais
um estudo qualitativo sobre a Geração Z
DOI:
https://doi.org/10.22633/rpge.v30i00.21273Palavras-chave:
Estudos de Mídia, Redes sociais, Alfabetização midiática, Desinformação ideológica, Geração ZResumo
Este estudo qualitativo investiga como participantes da Geração Z percebem, interpretam e respondem à desinformação ideológica nas redes sociais. Adota abordagem de estudo de caso, com entrevistas semiestruturadas e em profundidade realizadas com 18 participantes selecionados por amostragem por critérios, todos usuários ativos do Facebook, X e Instagram. O estudo fundamenta-se no modelo de desordem informacional de Wardle e Derakhshan, nas abordagens de van Dijk e Eagleton sobre ideologia, na análise de Çakmak sobre desinformação ideológica e nas perspectivas de alfabetização midiática crítica de Potter e Livingstone. Os resultados indicam consciência sobre desinformação ideológica, partidarismo, perfis falsos, contas de trolls, manipulação de imagens e gestão da percepção. Contudo, as respostas são predominantemente individuais e defensivas, com pouca verificação sistemática. Conclui-se que a alfabetização midiática deve incluir avaliação de fontes, interpretação contextual, reconhecimento de enquadramentos ideológicos e compreensão dos algoritmos, fortalecendo a cidadania democrática e a participação crítica digital.
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