Amefricanidade como categoria política, epistêmica e estética

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22633/rpge.v30i00.20963

Palavras-chave:

Amefricanidade, Colonialidade do poder, Epistemologias do Sul, Feminismo negro, Estética amefricana

Resumo

Este artigo analisa a Amefricanidade como categoria política, epistêmica e estética a partir da obra de Lélia Gonzalez. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, teórico-bibliográfica e interpretativa. A investigação fundamenta-se na análise conceitual da produção intelectual de Gonzalez, em diálogo com debates sobre colonialidade do poder, geopolítica do conhecimento, racismo, branqueamento, mestiçagem e mito da democracia racial. Destaca-se a linguagem como campo de disputa, especialmente por meio da noção de pretuguês, bem como o reconhecimento de práticas artísticas, religiosas e literárias como arquivos vivos da diáspora. Conclui-se que a Amefricanidade permanece atual como chave analítica para interpretar desigualdades, resistências e produções culturais no Sul Global.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Celso Francisco do Ó, Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Universidade Estadual Paulista (Unesp), São Paulo – São Paulo (SP) – Brasil. Pesquisador graduado em Ciências Sociais e Pedagogia. Especialista em História, Sociedade e Cultura (PUC-SP). Professor de Sociologia e membro do Núcleo de Estudos Ampliados em Educação (NEAME).

Douglas Manoel Antonio de Abreu Pestana dos Santos, Universidade Federal de São Paulo

Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), São Paulo – São Paulo (SP) – Brasil. Pesquisador graduado em Pedagogia com ênfase em inclusão e diversidade. Licenciado em Letras (Língua e Literatura Inglesa). Especialista em Tecnologias Educacionais pela Universidade de São Paulo (USP). Sócio Pesquisador da Sociedade Brasileira para o progresso Ciência (SBPC) desde 2020.

Referências

Benítes, S. (2015). Nhe’ẽ, reko porã rã: Nhemboea oexakarẽ: Fundamento da pessoa Guarani, nosso bem-estar futuro (educação tradicional): O olhar distorcido da escola [Trabalho de conclusão de curso, Universidade Federal de Santa Catarina].

Benítes, S. (2020). Educação Guarani e interculturalidade: A(s) História(s) Nhandeva e o Teko. Caracol, (20), 188–201. https://doi.org/10.11606/issn.2317-9651.i20p188-201

Cardoso, C. P. (2014). Amefricanizando o feminismo: O pensamento de Lélia Gonzalez. Estudos Feministas, 22(3), 965–986. https://doi.org/10.1590/S0104-026X2014000300015

Carneiro, S. (2005). A construção do outro como não-ser como fundamento do ser [Tese de doutorado, Universidade de São Paulo].

Correa Xakriabá, C. N. (2018). O barro, o genipapo e o giz no fazer epistemológico de autoria Xakriabá: Reativação da memória por uma educação territorializada [Dissertação de mestrado, Universidade de Brasília]. Repositório Institucional da UnB. https://repositorio.unb.br/handle/10482/34103

Collins, P. H. (2000). Black feminist thought: Knowledge, consciousness, and the politics of empowerment. Routledge. https://doi.org/10.4324/9780203900055

Crenshaw, K. (1991). Mapping the margins: Intersectionality, identity politics, and violence against women of color. Stanford Law Review, 43(6), 1241–1299. https://doi.org/10.2307/1229039

Fanon, F. (2008). Pele negra, máscaras brancas (R. Silveira, Trad.). EdUFBA.

Gonzalez, L. (1983). Racismo e sexismo na cultura brasileira. In L. A. M. Silva (Org.), Movimentos sociais urbanos, minorias étnicas e outros estudos (pp. 223–244). ANPOCS.

Gonzalez, L. (1988). A categoria político-cultural de amefricanidade. Tempo Brasileiro, (92/93), 69–82.

Hall, S. (2003). Da diáspora: Identidades e mediações culturais (A. L. G. Resende, A. C. Escosteguy, C. Álvares, F. Rüdiger, & S. Amaral, Trads.). Editora UFMG.

Maldonado-Torres, N. (2016). Outline of ten theses on coloniality and decoloniality. Frantz Fanon Foundation. https://fondation-frantzfanon.com/outline-of-ten-theses-on-coloniality-and-decoloniality/

Mignolo, W., & Walsh, C. E. (2018). On decoloniality: Concepts, analytics, praxis. Duke University Press. https://doi.org/10.1215/9780822371779

Quijano, A. (2000). Colonialidad del poder, eurocentrismo y América Latina. In E. Lander (Org.), La colonialidad del saber: Eurocentrismo y ciencias sociales (pp. 201–246). CLACSO.

Ribeiro, D. (2017). O que é lugar de fala? Letramento.

Rivera Cusicanqui, S. (2012). Ch’ixinakax utxiwa: A reflection on the practices and discourses of decolonization. South Atlantic Quarterly, 111(1), 95–109. https://doi.org/10.1215/00382876-1472612

Rivera Cusicanqui, S. (2015). Sociología de la imagen: Miradas ch’ixi desde la historia andina. Tinta Limón.

Rodrigues, F. F. X., & Josiowicz, A. J. (2025). Da amefricanidade nos discursos literários negros: Perspectivas cartográficas em torno dos tecnodiscursos sobre Lélia Gonzalez e Carolina Maria de Jesus. Bakhtiniana, 20(3), e66703p. https://doi.org/10.1590/2176-4573p66703

Santos, B. S. (2007). Para além do pensamento abissal: Das linhas globais a uma ecologia de saberes. Novos Estudos, (79), 71–94. https://doi.org/10.1590/S0101-33002007000300004

Santos, D. M. A. A. P. (2024). Contrapontos acerca da teoria decolonial: Em busca do que foi negado ao negro. Dadolin, 1(2), 130–146. https://doi.org/10.62929/30078261.v1i2.22

Publicado

14/08/2026

Como Citar

Francisco do Ó, C., & Manoel Antonio de Abreu Pestana dos Santos, D. (2026). Amefricanidade como categoria política, epistêmica e estética. Revista on Line De Política E Gestão Educacional, 30(00), e026091. https://doi.org/10.22633/rpge.v30i00.20963