O envolvimento entre família-escola de pré-escolares com deficiência, dificuldades escolares e desenvolvimento típico

Danielli Gualda Marins, Fabiana Cia

Resumo


Com o objetivo de comparar e discutir o envolvimento entre família-escola, esse estudo contou com a participação de 87 familiares, nos quais 27 tinham filhos com deficiência, 30 com indicativo de dificuldades escolares e 30 com desenvolvimento típico. Os dados quantitativos foram analisados com métodos descritivos – medidas de tendência central e dispersão –, juntamente com o teste ANOVA para comparar os grupos. Os resultados sugeriram que as pré-escolas que essas crianças frequentavam se relacionavam de maneira diferenciada com cada uma de suas famílias, supondo melhores interações com os que tinham filhos com desenvolvimento típico. Os outros dois grupos demonstraram um envolvimento superficial, especialmente aqueles com indicativo de dificuldades escolares.

Palavras-chave


Educação Especial; Educação Infantil; Relação família-escola; Políticas educacionais.

Texto completo:

PDF PDF (Español (España)) XML

Referências


ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMPRESAS DE PESQUISA. Questionário Critério Brasil, 2015.

BEE, H; BOYD, D. A criança em desenvolvimento. 12. Edição. Porto Alegre: Artmed, 2011, p. 396.

BOUCHARD, J. M. ‘Partenariado: a família, a escola e os serviços para as pessoas com dificuldades’. In: RODRIGUES-LOPES, A. (org.), Problemática da Família: contributo para uma Reflexão sobre a Família na Sociedade Actual. Viseu: Instituto Superior Politécnico de Viseu, 1997, p. 82-104.

BORGES, L. Relação família e escola: programa para profissionais pré-escolares de alunos público alvo da Educação Especial. 2015. 203f. Dissertação de Mestrado, Programa de Pós-Graduação em Educação Especial, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, São Paulo, 2015.

BRASIL. Declaração de Salamanca e Linha de Ação sobre Necessidades Educativas Especiais. Brasília: Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, 1994.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília: MEC, 1996.

BRASIL. Educação Infantil – Saberes e práticas da inclusão: Introdução. Brasília:

Ministério da Educação, 2006.

BRASIL. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC/SEESP, 2008.

BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CEB Nº 05/2009, de 17 de dezembro de 2009. Fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Brasília, 2009.

BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Brasília: Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica, 36p. 2010.

BRASIL. Lei Nº 12.796, de 4 de Abril de 2013. Brasília: Ministério da Educação, 2013.

CARLOS, D. L. Relação família e escola na inclusão pré-escolar na perspectiva de professores. 2013. 70f. Relatório de pesquisa não publicado.

CHRISTOVAM, A. C. C.; CIA, F. O envolvimento parental na visão de pais e professores de alunos com necessidades educacionais especiais. Revista Brasileira de Educação Especial, Marília, v. 19, n. 4, p. 563-582, 2013.

CHRISTOVAM, A. C. C.; CIA, F. Comportamentos de pais e professores para promoção da relação família e escola de pré-escolares incluídos. Revista Educação Especial, Santa Maria, v. 29, n. 54, p. 133-146, 2016.

COZBY, P.C. Métodos de pesquisa em ciências do comportamento. 2. ed. São Paulo: Editora Atlas, 2006. p. 454.

DESSEN, M. A.; POLONIA, A. C. Checklist da rotina compartilhada e envolvimento entre família-escola: versão para pais (mãe, pai ou responsável). In: WEBER, L.; DESSEN, M. A. (Orgs.). Pesquisando a família: instrumentos para coleta e análise de dados. Curitiba: Juruá Editora – 1ª reimpressão, 2009. p. 199-2002.

GOODMAN, R. The Strengths and Difficulties Questionnaire: A research note. Journal of Child Psychology and Psychiatry, v. 38, n. 65, p. 581-586, 1997.

GRESHAM, F. M.; ELLIOTT, S. N. Inventário de Habilidades sociais, problemas de comportamento e competência acadêmica para crianças: SSRS manual de aplicação, Apuração e Interpretação [DEL PRETTE, Z. A. P.; FREITAS, L. C.; BANDEIRA, M.; DEL PRETTE, A. autores da adaptação e padronização brasileira]. São Paulo: Pearson, 2016.

MARIA-MENGEL, M.; LINHARES, M. Fatores de risco para problemas de desenvolvimento infantil. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 15, n. esp., p. 837-842, 2007.

MENDES, E. G. Inclusão marco zero: começando pelas creches. Araraquara, SP: Junqueira & Marin, 2010.

RESENDE, T. F.; SILVA, G. F. A relação família-escola na legislação educacional brasileira (1988-2014). Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação, Rio de Janeiro, v. 24, n. 90, p. 30-58, 2016.

SAGE, D.D. Estratégias administrativas para o ensino inclusivo. In: STAINBACK, S.; STAINBACK, W. (Orgs.). Inclusão: um guia para educadores (LOPES, M. F. trad. p. 129-141). Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.

SIGOLO, S. R. R. L. Envolvimento familiar e educação inclusiva uma mútua contribuição? In: MENDES, E. G.; ALMEIDA, M. A. (Orgs). A pesquisa sobre inclusão escola em suas múltiplas dimensões. Marília: ABPEE, 2012, p. 327-359.




DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v14iesp.1.12213



Direitos autorais 2018 Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação

 

Rev. Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, SP, Brasil, e-ISSN: 1982-5587

DOI Prefix: 10.21723/riaee

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.