Práticas de letramentos vernaculares em língua inglesa: a práxis na aprendizagem além do currículo formal da universidade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21723/riaee.v14i4.12719

Palavras-chave:

Práticas de letramentos vernaculares, Letramentos acadêmicos, Língua inglesa, Tecnologias digitais.

Resumo

As práticas de letramentos vernaculares em língua inglesa têm se tornado temática de pesquisa a partir do crescente uso de tecnologias digitais (TD) nos contextos formais e informais de aprendizagem. Este artigo objetiva analisar práticas de letramentos vernaculares adotadas por licenciandas de um curso de Letras, no que se refere aos letramentos em língua inglesa. Para tanto, adota-se a perspectiva etnográfica, com abordagem qualitativa e a amostra constitui-se por três licenciandas de uma universidade do estado de Santa Catarina, Brasil, as quais participaram de uma entrevista semiestruturada acerca do tema. A partir de técnicas de análise de conteúdo foram criadas oito categorias de análise que permitiram constatar, a partir dos depoimentos das entrevistadas, que o uso das TD é importante para a aprendizagem da língua inglesa, tanto no que se refere ao seu uso cotidiano quanto em suas práticas pedagógicas. Por fim, os dados indicam que práticas de letramentos vernaculares ressignificam a elaboração de planejamento pedagógico, a ação docente e, consequentemente a práxis na aprendizagem da língua inglesa para além do currículo formal da universidade.

Biografia do Autor

Caique Fernando Fistarol, Universidade Regional de Blumenau (FURB), Blumenau – SC

Secretaria Municipal de Educação de Blumenau (SEMED), Blumenau, SC – Brasil. Coordenador Curricular de Línguas Estrangeiras do Ensino Fundamental.

Adriana Fischer, Universidade Regional de Blumenau (FURB), Blumenau – SC

Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB), Blumenau – Santa Catarina – Brasil. Vice coordenadora e Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação (Mestrado e Doutorado).

Cyntia Bailer, Universidade Regional de Blumenau (FURB), Blumenau – SC

Professora no Programa de Pós-Graduação, Mestrado em Educação da FURB. Doutora em Linguística, pela Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil.

Referências

BAILLY, S. Supporting Autonomy Development in Online Learning Environments: What Knowledge and Skills do Teachers Need? In: Villanueva, M.; Ruiz, M. N. & Luzon, J. (Eds.) Genres Theory and New Literacies: Applications to Autonomous Language Learning (pp.81-100). Cambridge: Cambridge Scholars Publishing, 2010.

BAILLY, S.; ASSIS, J.; DENEIRE, M. Ecrire et apprendre à écrire à l’université brésilienne, francaise et québécoise: questions de recherché en Didactique des Langues. Mélanges CRAPEL, 37(1), 5-9, 2016.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1977.

BARTON, D. Literacy – an introduction to the ecology of written language. Cambridge/USA: Blackwell, 1994.

BARTON, D.; HAMILTON, M. Literacy practices. In: D. Barton et al. (Org.), Situated literacies: reading and writing in context (pp.7-15). London: Routledge, 2000.

BAUER, M. W.; GASKELL, G. Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. Petrópolis: Vozes, 2002.

CASSANY, D.; CASTELLA, J. M. Aproximación a la literacidad crítica. Perspectiva, 28(2), 353-374, 2010.

CASSANY, D. Prácticas lectoras democratizadoras. Textos de Didáctica de la Lengua y de la Literatura, 58, 29-40, 2011.

CASSANY, D.; HERNÁNDEZ, D. ¿Internet: 1; Escuela: 0? CPU-e, Revista de Investigación Educativa, 14, 126-141, 2012.

CASSANY, D. Apropiación y uso del alfabeto español, Journal of Spanish Language Teaching, 1(1), 31-45, 2014a.

CASSANY, D. Cinco buenas prácticas de enseñanza con internet. Lenguaje y textos, 39, 39-47, 2014b.

DIONÍSIO, M. L. Educação e os estudos atuais sobre o letramento. Revista Perspectiva, Florianópolis, 25 (1), 209-224, 2007.

ESCORCIA, D.; FENOUILLET, F. Quel rôle de la metácognition dans les performances en écriture? Analyse de la situation d’étudiants en sciences humaines et sociales. Revue Canadienne de l’Éducation, 34(2), 53-76, 2011.

FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.

FRITZEN, M. P. O olhar da etnografia no fazer pesquisa qualitativa: algumas reflexões teórico-metodológicas. In: FRITZEN, M. P.; LUCENA, M. I. P. (Orgs.). O olhar da etnografia em contextos educacionais: interpretando práticas da linguagem (pp.55-71). Blumenau: Edifurb, 2012.

GEE, J. P. Sociolinguistics and literacies: Ideology in discourses (2nd ed.). London: Taylor & Francis, 1996.

LEA, M. R.; STREET, B. V. The “academic literacies” model: Theory and applications. Theory into Practice, 45(4), 368–377, 2006.

MCLUHAN, M. Os meios de comunicação como extensões do homem. São Paulo: Cultrix, 1995.

STREET, B. V. Literacy in theory and practice. Cambridge: CUP, 1984.

STREET, B. V. Entrevista concedida a Gilcenei Teodoro Carvalho e Marildes Marinho. Revista Língua Escrita, 7(2), 84-92, 2009.

TRIVIÑOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em Ciências Sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987.

TURNES, L. Pesquisa e pós-graduação: Um estudo de caso sobre os usos das tecnologias por parte de doutorandos (Unpublished masters thesis). Federal University of Santa Catarina, Florianópolis, 2014.

VÓVIO, C. L.; SOUZA, A. L. S. Desafios metodológicos em pesquisas sobre letramento. In: Kleiman, A. & Matêncio, M. L. M. (Orgs.), Letramento e formação do professor (pp.41-64). Campinas: Mercado de Letras, 2005.

ZUIN, A. A. S. O plano nacional de educação e as tecnologias da informação e comunicação. Educação & Sociedade, 31(112), 961-980, 2010.

Publicado

02/09/2019

Como Citar

FISTAROL, C. F.; FISCHER, A.; BAILER, C. Práticas de letramentos vernaculares em língua inglesa: a práxis na aprendizagem além do currículo formal da universidade. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 14, n. 4, p. 2358–2376, 2019. DOI: 10.21723/riaee.v14i4.12719. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/12719. Acesso em: 25 fev. 2021.

Edição

Seção

Artigos