As políticas públicas da educação especial e a FENAPAEs sob a perspectiva gramsciana

Autores

  • Douglas Christian Ferrari de Melo Doutorando em Educação. UFES - Universidade Federal do Espírito Santo. Centro de Educação - Programa de Pós-Graduação em Educação. Vitória – ES – Brasil. 29075-910
  • João Henrique da Silva Doutorando em Educação Especial. UFSCar - Universidade Federal de São Carlos. Centro de Educação e Ciências Humanas - Programa de Pós-Graduação em Educação Especial. São Carlos – SP – Brasil. 13565-905 http://orcid.org/0000-0003-0277-0466

DOI:

https://doi.org/10.21723/riaee.2016.v11.n1.p151

Palavras-chave:

Educação especial, Políticas públicas, Federação Nacional das APAEs, Gramsci,

Resumo

O trabalho tem por objetivo refletir sobre as relações contraditórias entre as políticas públicas de Educação Especial e a posição da FENAPAEs sobre a inclusão escolar. Fez-se a análise documental dos textos normativos da Educação Especial e do texto da federação que se posiciona pela permanência das escolas especiais. Os dados foram analisados sob pensamento de Gramsci. Os resultados evidenciaram que as APAEs correspondem a uma sociedade civil que atua dentro do Estado, por meio do qual ocupa seu espaço na hegemonia política sobre a educação para as pessoas com deficiência. As políticas públicas, sujeitas às exigências de produção e às condições sociais de um determinado momento histórico, são planejadas em consenso com a federação e articuladas com o projeto de uma escola inclusiva. O embate em relação à educação inclusiva dentro do Estado revela que seus objetivos são neoliberais e procura-se apoio dos seus aparelhos para manter a hegemonia sobre qual educação deve ser garantia.

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Biografia do Autor

Douglas Christian Ferrari de Melo, Doutorando em Educação. UFES - Universidade Federal do Espírito Santo. Centro de Educação - Programa de Pós-Graduação em Educação. Vitória – ES – Brasil. 29075-910

Atuamente cursa doutorado em educação no Programa de Pós-graduação em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo. Possui graduação em História (2003) e mestrado em História pela Universidade Federal do Espírito Santo (2007). É professor titular da Prefeitura Municipal de Vila Velha desde 2004, atualmente licenciado. Trabalha com as questçoes da área da educação especial e subárea da deficiência visual. Representante da Fundação LARAMARA (SP) no Espírito Santo no período de 2007 a 2009. É importante ressaltar que o autor tem baixa visão e realiza consultorias, cursos e palestras na área de Educação Especial, Deficiência Visual e AEE

João Henrique da Silva, Doutorando em Educação Especial. UFSCar - Universidade Federal de São Carlos. Centro de Educação e Ciências Humanas - Programa de Pós-Graduação em Educação Especial. São Carlos – SP – Brasil. 13565-905

Doutorando em Educação Especial na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Mestre em Educação pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Cursou Pós-Graduação Latu Sensu em Direito Educacional pelo Centro Universitário Claretiano (CEUCLAR). Graduado como bacharel em Filosofia pela Faculdade Católica de Pouso Alegre (FACAPA). Também cursou Formação Pedagógica em Filosofia (Licenciatura) pela Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES). Membro do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Inclusiva (GEPEI/UFGD) e do Núcleo de Pesquisa em Direito à Educação – Educação Especial (NEPEDE’Es/UFSCar). Pesquisa sobre as seguintes temáticas: formação de professores; interface entre educação especial, educação do campo e educação escolar indígena; filosofia e sociologia da educação.

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Publicado

11/04/2016

Como Citar

MELO, D. C. F. de; SILVA, J. H. da. As políticas públicas da educação especial e a FENAPAEs sob a perspectiva gramsciana. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 11, n. 1, p. 151–164, 2016. DOI: 10.21723/riaee.2016.v11.n1.p151. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/7639. Acesso em: 21 out. 2021.

Edição

Seção

Artigos