Relações étnico-raciais e saberes docentes na escola de educação infantil da Universidade Federal do Rio De Janeiro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21723/riaee.v14i4.10006

Palavras-chave:

Infância, Relações étnico-raciais, Creche universitária, Educação infantil.

Resumo

Este trabalho tem por objetivo identificar as estratégias adotadas na prática docente em Educação Infantil, considerando a construção de um princípio pautado no diálogo, que priorize a pesquisa com criança. Os conceitos de saberes docentes e diversidade são eixos temáticos que se articulam com a Sociologia da Infância que se apresentam como uma linha orientadora do projeto pedagógico de uma creche universitária de Educação Infantil localizada no Rio de Janeiro. Nesse sentido, os estudos iniciaram com as seguintes questões: quais são as práticas pedagógicas desenvolvidas com as crianças que envolvem as temáticas: diversidade e relações étnico-raciais na Educação Infantil? Tais práticas procuram estabelecer o diálogo com a Educação das relações étnico-raciais? Para orientação metodológica deste estudo, optamos por uma abordagem qualitativa de pesquisa e análise documental como sendo a estratégia privilegiada de coleta dedados. A pesquisa aponta para a valorização das relações étnico-raciais e uma demanda por encontros de formação continuada que potencializem os grupos de estudos e trocas de experiências.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Edmilson dos Santos Ferreira, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Doutorando em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGE-UFRJ). Possui graduação em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1997), licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Salgado de Oliveira (2006) e mestrado em Educação pela Universidade Católica de Petrópolis (2008). Atualmente é Técnico em Assuntos Educacionais em função de docência na Escola de Educação Infantil da UFRJ. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em educação infantil e educação de jovens e adultos (EJA), atuando principalmente nos seguintes temas: políticas públicas em educação, relações étnico-raciais, ensino de ciências, formação inicial e continuada de professores.

Jose Jairo Vieira, Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGE/UFRJ)

Professor Associado da Faculdade de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da UFRJ. Criador e Coordenador do Laboratório de Pesquisa em Desigualdade e Diversidade de Corpo, Raça e Gênero (LADECORGEN) da UFRJ (http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/9825416585269352). Coordenador do GT Esporte, Cultura e Sociedade da Associação Nacional de Pós-Graduação em Ciências Sociais (ANPOCS - anos de 2002-2003-2004-2005-2007). Coordenador do GT Sociologia do Esporte e Lazer da Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS - anos de 2003, 2005, 2009, 2011, 2013, 2015 e 2017). Coordenador do Gt de Sociologia do Esporte do Congresso Luso-Afro Brasileiro de Ciências Sociais (CONLAB),nos encontros de Salvador (2011), Portugal (2015). Possui duas graduações: uma em Educação Física pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1991) e outra em Ciências Sociais:Sociologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1992), mestrado em Ciências do Esporte pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1995) e Doutorado em Sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro/IUPERJ (2001). Principais áreas de atuação e de orientação de IC, de mestrado e doutorado, Políticas de Acesso e Permanência no Ensino Superior; Movimentos Socais, Sociologia do Esporte; Corpo, Educação e Sociedade; Desigualdade e discriminação de gênero e raça, Esporte, Sociedade e Educação; Corpo, Gênero e Educação; Racismo e esporte; Estudos Econômicos, Educacionais, Sociais, Históricos e Estatísticos da Relações Raciais, temas em EaD.

Andrea Lopes da Costa Vieira, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)

É Professora Associada I no Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), onde também integra o quadro permanente do Programa de Pós-Graduação em Memória Social (PPGMS). Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestrado em Ciências Sociais: Sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro - IUPERJ e doutorado em Ciências Sociais: Sociologia pelo Instituto de Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro - IUPERJ. Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia Política, atuando principalmente nos seguintes temas: ações afirmativas, acesso e permanência no ensino superior, políticas sociais, desigualdades sociais, relações raciais e relações de gênero. Desenvolve ainda trabalhos na área de memória social, em especial, na inter-relação entre memória, identidade e espaço. Coordena o GT de Relações Raciais e Étnicas: Desigualdades e Políticas Públicas na Sociedade Brasileira de Sociologia (2016-2017)

Referências

ABRAMOWICS, A.; LEVCOVITZ, D.; RODRIGUES, T. C. Infâncias em Educação Infantil. Pro-Posições, Campinas, v. 20, n. 3 (60), p. 179-197, set./dez. 2009.

BOURDIEU, P. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2012.

BRASIL. Decreto nº 93.408, de 10 de outubro de 1986. Dispõe sobre a instituição de creches e demais serviços de assistência pré-escolar para filhos de servidores dos órgãos e entidades da administração pública federal (Revogado pelo Decreto nº 997).

BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente. Brasília, 1990.

BRASIL. Decreto Nº 977, de 10 de setembro de 1993. Dispõe sobre a assistência pré-escolar destinada aos dependentes dos servidores públicos da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional.

BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente, 1993.

BRASIL. Ministério de Educação e Cultura. COEDI. Critérios para um atendimento em creches que respeite os direitos fundamentais das crianças. Brasília, 1995.

BRASIL. Leis e Decretos. Lei de diretrizes e bases da educação nacional: lei n.9.394/1996. Brasília, 1996.

BRASIL. Lei nº. 10.639 de 09 de janeiro de 2003. Inclui a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira” no currículo oficial da rede de ensino. Diário Oficial da União, Brasília, 2003.

BRASIL. Emenda Constitucional No. 53, de 19 de dezembro de 2006. Dá nova redação aos arts. 7º, 23, 30, 206, 208, 211 e 212 da Constituição Federal e ao art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Diário Oficial da União, Brasília, DF, dez. 2006.

BRASIL. Lei nº 11.700 de13 de junho de 2008, garante vaga em escola pública de educação infantil ou de ensino fundamental próxima à residência. Diário Oficial da União, Brasília, DF, jun. 2008.

BRASIL. Emenda Constitucional nº 59, de 11 de novembro de 2009. Prevê a obrigatoriedade do ensino de quatro a dezessete anos e ampliar a abrangência dos programas suplementares para todas as etapas da educação básica. Diário Oficial da União, Brasília, nov. 2009.

BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução Nº 1, de 10 de março de 2011. Brasília, 2011.

CANCLINI, N. G. Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. São Paulo: EDUSP, 2000.

CARVALHO, C. R.; Passos. M. C. P. Práticas, narrativas e memórias da diáspora: paisagens de uma pesquisa. 31ª Reunião Anual da ANPEd: Caxambu/MG, 2008.

CLADE. Consulta sobre la discriminación en la educación en la primera infancia: un estudio desde la perspectiva de la comunidad educativa en escuelas de Brasil, Perú e Colombia – Informe regional. São Paulo: CLADE, 2013.

FERNANDES, F. As “Trocinhas” do Bom Retiro: Contribuição ao Estudo Folclórico e Sociológico da Cultura e dos Grupos Infantis. In: Pro-Posições. v. 15, n. 1 (43) – jan./abr. 2004.

GUIMARÃES, A. S. A. Democracia Racial: o ideal, o pacto e o mito. Novos Estudos, n. 61, p. 147-162, 2001.

GUIMARÃES, A. S. A. Classes, raças e democracia. São Paulo: fundação de Apoio a Universidade de São Paulo, ed. 34, 2002.

GUIMARÃES, A. S. A. Preconceito de cor e racismo no Brasil. Revista de Antropologia, São Paulo: USP, v. 47 n. 1, p. 9-41, 2004.

GUIMARÃES, A. S. A. Depois da democracia racial. Tempo Social, v. 18, n. 2, p. 269-287, nov. 2006.

GUIMARÃES, A. S. A. Preconceito Racial: modos, temas e tempos. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2012.

LE BRETON, D. As Paixões Ordinárias: Antropologia das Emoções. Petrópolis, Vozes. 2009.

MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde (6. ed.). São Paulo: Hucitec; Rio de Janeiro: Abrasco, 1999.

MUNANGA, K. Negritude: usos e sentidos. 3ª Ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2012.

OLIVEIRA, F.; ABRAMOWICS, A. Infância, raça e paparicação. Educ. Rev. (on line), v. 26, n. 2, p. 2-9-226, 2010.

PICCOLO, G. M. Educação Infantil: análise social do preconceito na atividade principal de jogos. Educação e Sociedade, Campinas, v. 32, n. 114, p. 205-221, jan.-mar. 2011.

PRESTES, Z.; TUNES, E. A trajetória de obras de Vigotski: um longo percurso até os originais. Estudos de Psicologia I. Campinas I 29(3) I 327-340 I julho - setembro 2012.

ROSEMBERG, F. A criança pequena e o direito à creche no contexto dos debates sobre infância e relações raciais. In: BENTO, M. A. S. (org.). Educação infantil, igualdade racial e diversidade: aspectos políticos, jurídicos, conceituais. São Paulo: Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades - CEERT, 2012.

SILVA JR., H.; BENTO, M. A.; CARVALHO, S. Educação Infantil e práticas promotoras de igualdade racial. São Paulo: Centro de Estudos das relações de Trabalho e Desigualdades – CEERT: Instituto Avisa Lá – Formação Continuada de Educadores, 2012.

SOVIK, L. Aqui ninguém é branco. Rio de Janeiro: Aeroplano Editora, 2009.

TARDIF, M. Saberes docentes e formação profissional. 2. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.

TRINDAD, C. T. Identificação étnico-racial na voz de crianças em espaços de educação infantil. Tese (Doutorado). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Psicologia da Educação. São Paulo, 2011.

VIEIRA PINTO, A. Sete lições sobre educação de adultos. 2. ed. São Paulo: Autores Associados/Cortez, 1984.

VIGOTSKI, L. S. Imaginação e criação na infância. Madrid São Paulo: Editora Ática, 2009.

WELLS, G. La Formación del Maestro Investigativo, mimeo., 1994.

Publicado

02/01/2020

Como Citar

FERREIRA, E. dos S.; VIEIRA, J. J.; VIEIRA, A. L. da C. Relações étnico-raciais e saberes docentes na escola de educação infantil da Universidade Federal do Rio De Janeiro. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 15, n. 1, p. 236–252, 2020. DOI: 10.21723/riaee.v14i4.10006. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/10006. Acesso em: 14 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos