Representações sociais sobre TDAH e medicalização

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21723/riaee.v13.n3.2018.10883

Palavras-chave:

TDAH, Dificuldades de aprendizagem, Medicalização, Prática pedagógica.

Resumo

Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa sobre as representações sociais de 14 professores do Ensino Fundamental I, de 6 escolas públicas de uma cidade do interior do estado do Paraná sobre Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e medicalização. O estudo justifica-se pela necessidade de compreender como o TDAH é concebido pelos professores, no intuito de contribuir com os profissionais da Educação, de modo a ampliar seus conhecimentos sobre o transtorno em discussão e os estimular à pesquisa. Os resultados revelam que as participantes da pesquisa conceituam o TDAH como um transtorno que afeta a aprendizagem e provoca problemas comportamentais, necessitando de tratamento medicamentoso. Conclui-se que as representações sociais das professoras estão ancoradas em conceitos propagados pela mídia, pelos cursos de formação de professores e pela orientação dada às escolas pelos profissionais da Saúde. Embora manifestem dúvida em relação ao diagnóstico recebido pelos alunos, ainda possuem o consenso de que a medicalização é a melhor forma de tratamento para os alunos com TDAH.

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Biografia do Autor

Suzi Maria Nunes Cordeiro, Universidade Estadual de Maringá

Possui Graduação em Pedagogia pela Universidade Estadual de Maringá - UEM (2011) e Especialização em Psicopedagogia Clínica e Institucional pela mesma instituição de Ensino Superior (2014). É Especialista em EaD e as Novas Tecnologias Educacionais a Distância pela UniCesumar (2016), Mestre em Educação pela UEM (2016) e doutoranda em Educação pela UEM (2016). Atua como professora da Pedagogia na Educação a Distância da UniCesumar e orienta alunos de Iniciação Científica do PROBIC. É participante do Grupo de Estudos e Pesquisas em Escola, Família e Sociedade da UEM. Possui pesquisas sobre o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Teoria das Representações Sociais, dentre outros temas voltados para Psicologia da Educação. Ministra palestras sobre a educação no século XXI, a exemplo, a educação da família e da escola, as políticas educacionais, dentre outras temáticas que envolvam o ensino, a aprendizagem e a formação de professores. Possui publicações sobre TDAH, pais superprotetores e a Educação no Século XXI de acordo com os documentos da educação escolar. 

Solange Franci Raimundo Yaegashi, Universidade Estadual de Maringá

Possui graduação em Psicologia pela Universidade Estadual de Maringá (1989), mestrado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (1992), doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (1997) e pós-doutorado em Psicologia pela Universidade de São Paulo (2008). Atualmente é professora Associada do Departamento de Teoria e Prática da Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Maringá. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Ensino e Aprendizagem na Sala de Aula, atuando principalmente com os seguintes temas: dificuldades de aprendizagem, aprendizagem, desenvolvimento cognitivo, desenvolvimento afetivo, psicopedagogia e relação família-escola. É líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Escola, Família e Sociedade.

Lucilia Vernaschi de Oliveira, Universidade Estadual de Maringá

Possui graduação em Pedagogia pela Faculdade de Ciências Filosofia e Letras de Umuarama (1989), graduação em Fonoaudiologia pelo Centro Universitário de Maringá (2004), mestrado em Educação pela Universidade Estadual de Maringá (2009), professora PDE (2010) e doutoranda em Educação pela Universidade Estadual de Maringá. Atualmente é docente do Curso de Formação de Docentes - SEED/PR. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em formação docente, atuando principalmente nos seguintes temas: deficiência mental e auditiva, linguística infantil, dificuldades de aprendizagem e metodologias de ensino.

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Publicado

03/07/2018

Como Citar

CORDEIRO, S. M. N.; YAEGASHI, S. F. R.; OLIVEIRA, L. V. de. Representações sociais sobre TDAH e medicalização. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 13, n. 4, p. 1011–1027, 2018. DOI: 10.21723/riaee.v13.n3.2018.10883. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/10883. Acesso em: 15 abr. 2021.

Edição

Seção

Artigos