Entre cadernos e postagens: o uso do Instagram no ensino de sociologia
Palavras-chave:
Ensino de Sociologia, tecnologias digitais, InstagramResumo
Atualmente, as vivências juvenis e escolares estão umbilicalmente vinculadas às redes sociais. Entretanto, o ensino escolar parece não considerar ou até mesmo evitar tal conexão. Realizado por meio de tecnologias digitais, o ensino remoto emergencial evidenciou a centralidade das redes nas vivências escolares e, assim, representou uma interpelação aos professores no que diz respeito ao uso delas para fins educacionais. Neste relato, discutimos a integração do Instagram como ferramenta pedagógica nas aulas de sociologia a partir de uma pesquisa qualitativa realizada em escolas de ensino médio da região metropolitana de Curitiba. Na encruzilhada entre a plataformização do ensino e a negação das novas tecnologias na educação, essa pesquisa aponta para um caminho que se aproxima das vivências dos adolescentes, em uma proposta de criação de conteúdos sociológicos pelos estudantes no Instagram, promovendo uma interação dinâmica e reflexiva e contribuindo para o debate sobre a incorporação das tecnologias digitais na educação básica.
https://doi.org/10.21723/riaee.v21i00.2009001
Downloads
Referências
ADORNO, T.; HORKHEIMER, M. A indústria cultural: o iluminismo como mistificação das massas. In: ADORNO, T.; HORKHEIMER, M. (ed.). Dialética do esclarecimento. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985.
BAUMAN, Z.; LEONCINI, T. Nascidos em tempos líquidos. Rio de Janeiro: Zahar, 2018.
BAUMAN, Z. Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria. Rio de Janeiro: Zahar, 2022.
BIESTA, G. Boa educação na era da mensuração. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 42, n. 147, p. 808-825, 2013.
BITTENCOURT, J. Do jovem como problema ao jovem como problemática. In: SOUZA, M. J. A.; SOUZA, J. C. N.; DIAS, N. (ed.). Mora na filosofia. Maceió: Editora da UFAL, 2013. p. 105-124.
BOYD, D. It’s complicated: the social lives of networked teens. New Heaven: Yale University Press, 2014.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: Ministério da Educação, 2018. p. 5-34.
BRASIL. Casa Civil. Portaria nº 343, de 17 de março de 2020. Dispõe sobre a substituição das aulas presenciais por aulas em meios digitais enquanto durar a situação de pandemia do Novo Coronavírus - COVID-19. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2020a.
BRASIL. Casa Civil. Portaria nº 345, de 19 de março de 2020. Altera a Portaria MEC nº 343, de 17 de março de 2020. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2020b.
CAMPOY, L. C. Ensinar sociologia fazendo sociologia: memórias e notas de uma pessoa que aprende, ensina e ensina a ensinar Ciências Sociais. Revista Eletrônica Ensino de Sociologia em Debate, Londrina, v. 1, n. 11, p. 1-18, 2021.
CARRANO, P. C. R. Redes sociais de internet numa escola de ensino médio: entre aprendizagens mútuas e conhecimentos escolares. Perspectiva, Florianópolis, v. 35, n. 2, p. 395-421, 2017. DOI: https://doi.org/10.5007/2175-795X.2017v35n2p395.
CASTELLS, M. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 2000.
CESARINO, L. O mundo do avesso: verdade e política na era digital. São Paulo: UBU, 2022.
COMISSÃO ECONÔMICA PARA A AMÉRICA LATINA E O CARIBE – CEPAL. Observatório COVID-19 na América Latina e Caribe: impacto econômico e social. Nova York: Nações Unidas, 2020.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. 25. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
HAIDT, J. A geração ansiosa: como a infância hiperconectada está causando uma epidemia de transtornos mentais. São Paulo: Companhia das Letras, 2024.
HARASIM, L. Rede de aprendizagem: um guia para o ensino e aprendizagem online. São Paulo: Senac, 2005.
HOOKS, B. Ensinando a transgredir: educação como prática da liberdade. São Paulo: Martins Fontes, 2013.
INGOLD, T. Antropologia, para que serve? Petrópolis: Vozes, 2019.
INGOLD, T. Antropologia e/como educação. Petrópolis: Vozes, 2020.
LAVAL, C. A escola não é uma empresa: o neoliberalismo em ataque ao ensino público. Londrina: Planta, 2004.
LEVY, P. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.
MARTINS PARRA, H. Z. et al. Infraestruturas, economia e política informacional: o caso do Google Suite For Education. Mediações, Londrina, v. 23, n. 1, p. 63-99, 2018. Disponível em: https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=748879401003. Acesso em: 16 mar. 2025.
MASSCHELEIN, J.; SIMONS, M. Em defesa da escola: uma questão pública. Belo Horizonte: Autêntica, 2017.
MORDENTE, G. V.; PORTUGAL, F. T. Neoliberalismo escolar: subjetivações submissas da educação brasileira. Olhar de Professor, Ponta Grossa, v. 27, p. 1-25, 2024. DOI: https://doi.org/10.5212/OlharProfr.v.27.23175.036.
PEIRANO, M. Etnografia não é método. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, v. 20, n. 42, p. 377-391, 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/s0104-71832014000200015.
SEVCENKO, N. A corrida para o século XXI: no loop da montanha russa. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
SIBILIA, P. Redes ou paredes: a escola em tempos de dispersão. Rio de Janeiro: Contraponto, 2012.
SILVA, W. O. Entre currículos e plataformas educacionais: a precarização do trabalho dos professores de Sociologia no Paraná. 2024. 196 f. Dissertação (Mestrado em Sociologia) – Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2024.
SILVA, M. R.; BARBOSA, R. P.; KÖRBES, C. A reforma do ensino médio no Paraná: dos enunciados da Lei 13.415/17 à regulamentação estadual. Revista Retratos da Escola, Brasília, v. 16, n. 35, p. 399-417, 2022.
TOREN, C. Mente, materialidade e história. In: BANNELL, R.; MIZRAHI, M.; FERREIRA, G. (ed.). Deseducando a educação: mente, materialidade, metáfora. Rio de Janeiro: Editora PUC, 2020. p. 181-206.
ZUBOFF, S. A era do capitalismo de vigilância. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2021.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Aline de Azevedo, Leonardo Carbonieri Campoy

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Manuscritos aceitos e publicados são de propriedade dos autores com gestão da Ibero-American Journal of Studies in Education. É proibida a submissão total ou parcial do manuscrito a qualquer outro periódico. A responsabilidade pelo conteúdo dos artigos é exclusiva dos autores. A tradução para outro idioma é proibida sem a permissão por escrito do Editor ouvido pelo Comitê Editorial Científico.

