Estratégias de aprendizagem utilizadas por estudantes cegos e videntes

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21723/riaee.v11.n3.7311

Palavras-chave:

Estratégias de aprendizagem. Educação especial. Deficiência visual. Videntes.

Resumo

Objetivou-se analisar as estratégias de aprendizagem frequentemente utilizadas por estudantes cegos (estudo 1) e comparar as estratégias de aprendizagem utilizadas por estudantes cegos e videntes (estudo 2). O estudo 1 contou com a participação de 25 estudantes cegos, de ambos os sexos, com idades entre 9 e 16 anos, matriculados do 3º ao 9º ano do ensino fundamental. Os instrumentos utilizados foram um questionário sociodemográfico e uma entrevista semiestruturada. Os dados indicaram que os alunos cegos utilizam tanto estratégias cognitivas como metacognitivas, contudo o repertório apresentado é pouco variado. No estudo 2, 25 alunos cegos e 25 videntes, de ambos os sexos, com idades entre 9 e 16 anos, matriculados do 3º ao 8º ano do ensino fundamental, responderam um questionário sociodemográfico e uma escala de estratégias de aprendizagem. Os resultados indicaram homogeneidade nas respostas, denotando que os dois grupos reportaram utilizar as mesmas estratégias de aprendizagem. Conclui-se que os estudantes cegos e videntes utilizam estratégias cognitivas e metacognitivas para estudar de forma semelhante, mas esse repertório é pouco complexo, indicando que eles utilizam estratégias independentes do conteúdo estudado ou da tarefa a ser executada.

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Biografia do Autor

Manuela Ramos Caldas Lins, Instituto de Educação Superior de Brasília

Doutora em Psicologia pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações (PSTO) da Universidade de Brasília (UnB). Mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Possui graduação em Psicologia pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), com formação direcionada para a clínica infantil. É membro do Núcleo de Estudos em Saúde Mental, Educação e Psicometria (NESMEP) e coordenadora do Núcleo de Estudos em Avaliação Psicológica (NEAPsi), vinculado ao Instituto de Educação Superior de Brasília.

João Carlos Alchieri, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Possui graduação (1989), mestrado (1993) em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e doutorado em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2004). Professor associado e bolsista produtividade (CNPq) na Universidade Federal do Rio Grande do Norte onde atua como orientador de mestrado e doutorado, no PPG Psicologia e no PPG Ciências da Saúde. Tem experiência e ênfase em Metodologia, Instrumentação e Equipamento em Psicologia, atuando principalmente em Processo de Avaliação psicológica com ênfase em Instrumentos psicológicos, Neuropsicologia e Demência, AVC, Avaliação de personalidade e psicopatologia. Atualmente é coordenador e tutor de projeto junto a Univesidad Nacional del Mar del Plata no Programa Centros Associados para o Fortalecimento da Pós-graduação Brasil/Argentina e Movilidad Académica para la Integración (MAPI). Red de Facultades de Psicología del MERCOSUR. Coordenador da Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica do Conselho Federal de Psicologia.

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Publicado

20/10/2016

Como Citar

LINS, M. R. C.; ALCHIERI, J. C. Estratégias de aprendizagem utilizadas por estudantes cegos e videntes. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 11, n. 3, p. 1221–1241, 2016. DOI: 10.21723/riaee.v11.n3.7311. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/7311. Acesso em: 8 mar. 2021.

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