Gestão escolar: da centralização à descentralização

Elma Júlia Gonçalves de Carvalho

Resumo


Nos últimos anos vivenciamos grandes alterações na forma de organização e administração do trabalho escolar, as quais resultam em um intenso debate sobre o assunto. Frequentemente, as análises sobre as alterações administrativas privilegiam os aspectos políticos, assumindo, ao mesmo tempo, a crítica ao centralismo burocrático, inflexível e ineficaz e a defesa da administração democrática, descentralizada e participativa. De nossa parte, no entanto, consideramos que, para apreender os novos rumos tomados pela gestão da educação, é imprescindível analisá-las à luz das mudanças ocorridas no mundo do trabalho e da produção, cuja compreensão histórica também se faz necessária. Por isso, definimos como principal objetivo desse artigo analisar o movimento de substituição do modelo de administração centralizada por novas práticas organizacionais descentralizadas, consideradas mais democráticas. É inerente à análise uma discussão sobre o movimento de substituição do modelo de acumulação taylorista/fordista pelo modelo flexível, que envolve novas formas de gerenciamento (trabalho em grupo, a cooperação, a participação direta nos processos de decisão, a flexibilização e a descentralização). Essas novas formas não se restringiram aos muros da empresa: importadas pela administração pública, condicionaram a forma de gerir as organizações e as instituições, inclusive a educacional.


Palavras-chave


gestão escolar; centralização; descentralização

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DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v0i11.9308



Rev. on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, SP, Brasil, e-ISSN: 1519-9029

DOI prefix: 10.22633/rpge

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