Contribuições de Fernando González Rey ao debate decolonial na perspectiva das competências interculturais
Palavras-chave:
Epistemologia, Violência escolar, SubjetividadeResumo
O artigo examina as contribuições de Fernando González Rey à psicologia, com foco em sua teoria da subjetividade sob uma perspectiva histórico-cultural e decolonial. A partir de um ensaio teórico, promove-se um diálogo entre sua proposta epistemológica e o modelo de competências interculturais desenvolvido por Darla K. Deardorff, visando refletir sobre práticas educacionais voltadas à promoção da saúde mental em contextos escolares marcados pela diversidade cultural. Argumenta-se que a subjetividade, concebida como produção simbólico-emocional situada, oferece fundamentos para repensar os processos educativos, superando modelos universais e normativos. O texto reflete a relevância da epistemologia qualitativa e da abordagem construtivo-interpretativa na compreensão de experiências interculturais. Conclui-se que o desenvolvimento de competências interculturais, articulado à teoria da subjetividade, contribui para práticas educativas mais inclusivas e responsivas aos desafios sociais contemporâneos, especialmente na América Latina, reforçando a importância de novas representações sociais na convivência intercultural e no enfrentamento das desigualdades históricas.
https://doi.org/10.21723/riaee.v21i00.2049301
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