Designações de currículo

Apreendendo seus sentidos em distintas teorizações

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22633/rpge.v26iesp.4.17129

Palavras-chave:

Teorias curriculares, Educação profissional, Currículo integrado

Resumo

O presente artigo é produto de uma pesquisa bibliográfica cujo objetivo foi a apreensão de sentidos sobre as designações de Currículo com base nas teorias tradicional, crítica e pós-crítica, apresentando, também, o Currículo Integrado concebido para o Ensino médio com foco na Educação Profissional. O estudo é de natureza qualitativa e utiliza de técnicas de revisão bibliográfica e análise documental, inspiradas na perspectiva da psicologia sócio-histórica (AGUIAR; OZELLA, 2013). A revisão sobre o assunto ancora-se no pensamento de Gesser (2002), Saviani (2003), Arroyo (2007), Lineusa, (2013), Silva (2005; 2017) e Tavares (2019) Tavares, Santos e Sena Neto (2020), dentre outros pesquisadores do Currículo. Os resultados desvelam que o currículo tradicional consiste em uma visão educativa para o alcance dos interesses da sociedade industrial, cujo sentido vincula-se ao controle e à eficiência; que o currículo crítico tem o sentido de campo de contradição social, controle e poder e que o currículo pós-crítico se move a partir de um território de incerteza cognoscente, de diversidade de significações e de discurso. Revelam, também, que o currículo integrado, situado na confluência do currículo crítico e pós-crítico, tem o sentido de percurso formativo para o desenvolvimento humano integral de jovens, nomedadamente, para a inclusão no mercado de trabalho, e por isso, para ser exequível, deve ter seu sentido compreendido, prioritariamente, pelos professores do ensino médio.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Andrezza Maria Batista do Nascimento Tavares, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), Natal – RN – Brasil

Doutora em Educação.

Antonia Dalva França-Carvalho, Universidade Federal do Piauí (UFPI), Teresina – PI – Brasil

Professora Associada. Doutorado em Educação.

Bento Duarte da Silva, Universidade do Minho (UM), Braga – Portugal

Doutorado em Ciências da Educação.

Referências

AGUIAR, W. M. J.; OZELLA, S. Apreensão dos sentidos: Aprimorando a proposta dos núcleos de significação. Revista brasileira de estudos pedagógicos, Brasília, v. 94, n. 236, p. 299-322, jan./abr. 2013. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbeped/a/Y7jvCHjksZMXBrNJkqq4zjP/abstract/?lang=pt. Acesso em: 18 abr. 2021.

ALTHUSSER, L. Ideologia e aparelhos ideológicos do Estado. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2014.

ADORNO, T. W. Educação e Emancipação. In: ADORNO, T. W. Educação e Emancipação. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995.

ANTUNES, F. S. V. Estado, escolas e famílias: Públicos escolares e regulação da educação. Revista Brasileira de Educação, v. 15, n. 45, p. 468-486, 2010. Disponível em: http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1413-24782010000300006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt. Acesso em: 23 mar. 2021.

ARROYO, M. G. Educandos e educadores: Seus direitos e currículo. In: BEAUCHAMP, J.; PAGEL, S. D.; NASCIMENTO, A. R. (org.). Indignações sobre currículo: Currículo e desenvolvimento humano. Brasília, DF: Ministério da Educação; Secretaria de Educação Básica, 2007.

BOURDIEU, P.; PASSERON, J. A reprodução. 3.ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1992.

BRASIL. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF: Presidência da República, 1996. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 12 out. 2021.

BRASIL. Decreto n. 5.154, de 23 de julho de 2004. Regulamenta o §2º. do art.36 e os arts. 36 a 42 da lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2004. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/decreto/d5154.htm. Acesso em: 12 out. 2021.

CIAVATTA, M. O Mundo do Trabalho em Imagens: Memória, História e Fotografia. Revista Psicologia: Organizações e Trabalho, v. 12, n. 1, p. 33-46, jan./abr. 2012. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-66572012000100004. Acesso em: 12 out. 2020.

COMENIUS, J. Didática magna. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

CURY, C. R. J.; REIS, M.; ZANARDI, T. A. C. Base Nacional comum curricular: Dilemas e perspectivas. São Paulo: Cortez, 2018.

DELLARI JUNIOR, A. Vigotski: Consciência, linguagem e subjetividade. Campinas, SP: Alínea, 2013.

FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

FRIGOTTO, G.; CIAVATTA, M.; RAMOS, M. A GÊNESE DO DECRETO N. 5.154/2004 um debate no contexto controverso da democracia restrita. Revista Trabalho Necessário, v. 3, n. 3, p. 1-26, 2005. Disponível em: https://periodicos.uff.br/trabalhonecessario/article/view/4578. Acesso em: 18 nov. 2020.

FRIGOTTO, G.; CIAVATTA, M.; RAMOS, M. (org.). Ensino Médio Integrado: Concepções e contradições. 3. ed. Rio de Janeiro: Cortez, 2012.

GESSER, V. A evolução histórica do currículo: Dos primórdios à atualidade. Contrapontos, Itajaí, v. 2, n. 4, p. 69-81, jan./abr. 2002. Disponível em: https://periodicos.univali.br/index.php/rc/article/view/135. Acesso em: 16 maio 2021.

GIL, A. Como elaborar projetos de pesquisa? 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

GIROUX, H. Os Professores como Intelectuais: Rumo a uma Pedagogia Crítica da Aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 1997.

GRAMSCI, A. Os intelectuais e a organização da cultura. 4. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1982.

LIMA, L. C. A Gestão Democrática das escolas: Do autogoverno à ascensão de uma pós-democracia gestionária? Educ. Soc.Campinas, v. 35, n. 129, p. 1067-1083, out./dez. 2014. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/smG9JRgD8PjyNyMyZMRXf7H/?lang=pt. Acesso em: 15 set. 2020.

LINEUSA, M. C. Elaborar o currículo: Prever e representar. In: SACRISTÁN, J. G. (org.). Saberes e incertezas sobre o currículo. Porto Alegre: Penso, 2013.

LOPES, A. C.; MACEDO, E. Teorias do Currículo. São Paulo: Cortez, 2011.

MANACORDA, M. A. Marx e a pedagogia moderna. Campinas, SP: Editora Alínea, 2007.

MENEZES, M. G.; SANTIAGO, M. E. Contribuição do pensamento de Paulo Freire para o paradigma curricular crítico-emancipatório. Pro-Posições, v. 25, n. 3, p. 45-62, set./dez. 2014. Disponível em: https://www.scielo.br/j/pp/a/QJxGZXzMDX4Qjpkxd5jRfFD/abstract/?lang=pt. Acesso em: 11 jun. 2021.

MOURA, D. H.; LIMA FILHO, D. L.; SILVA, M. R. Politécnica e formação integrada: Confrontos conceituais, projetos políticos e contradições históricas da educação brasileira. Revista Brasileira de Educação, v. 20, n. 63, p. 1057-1080, out./dez. 2015. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/rbedu/v20n63/1413-2478-rbedu-20-63-1057.pdf. Acesso em: 04 out. 2020.

PACHECO, J. A. Teoria (pós) crítica: Passado, presente e futuro a partir de uma análise dos estudos curriculares. Revista e-Curriculum, São Paulo, v. 11, n. 1, p. 6-22, abr. 2013. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/curriculum/article/view/13870/11311. Acesso em: 02 out. 2020.

RAMALHO, B. L.; NÚÑEZ, I. B.; GAUTHIER, C. Formar o professor, profissionalizar o ensino. Porto Alegre: Sulina, 2004.

RAMALHO, B. L.; NÚÑEZ, I. B.; GAUTHIER, C. (org.). Formação de Professores. Natal: EDUFRN, 1998.

REIS, R. L.; LEBRE, S. R; ROSS, P. R. Adaptação curricular para alunos com deficiência intelectual inseridos no ensino regular. Curitiba: Secretaria de Estado da Educação do Paraná, 2008. Disponível em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/2216-6.pdf. Acesso em: 03 mar. 2022.

SACRISTAN, J. G. (org.). Saberes e incertezas sobre o currículo. Porto Alegre: Artmed, 2013.

SAVIANI, D. O choque teórico da politecnia: Trabalho, Educação e Saúde. Rio de Janeiro: EPSJV; FIOCRUZ, 2003.

SILVA, T. T. S. Documentos de identidade: Uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2017.

SILVA, R. N. Currículo escrito e a história da Educação Física no Brasil (1896-1945). 2016. Trabalho de Conclusão de Curso (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Educação, Universidade Federal de São Carlos, Sorocaba, 2016. Disponível em: https://www.ppged.ufscar.br/pt-br/arquivos-1/dissertacoes-defendidas/2016/ribamar_nogueira_da_silva.pdf. Acesso em: 03 out. 2020.

SCHRAM, S. C.; CARVALHO, M. A. B. O pensar educação em Paulo Freire: Para uma Pedagogia de mudanças. 2007. Disponível em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/852-2.pdf. Aceso em: 03 out. 2020.

SIMÕES, C. A.; SILVA, M. R. Formação de professores do ensino médio. Curitiba: Ministério da Educação; Secretaria de Educação Básica, 2013.

SOARES, J. R.; AGUIAR, W. M. J.; MACHADO, V. C. Realidades em movimento: O empírico e o concreto na proposta dos núcleos de significação. In.: CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (EDUCERE), 12., 2015, Curitiba. Anais [...]. Curitiba: PUC-PR, 2015.

TAYLOR, F. W. Princípios de administração científica. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2010.

TAVARES, A. M. B. N. Ensino integrado a educação profissional e tecnológica no Brasil: contextos políticos, concepções curriculares e pedagógicas. In: SILVA, B. D.; CHAGAS, K. K. N.; MENDONÇA, S. R. P. (org.). Pós-graduação e internacionalização: A experiência do IFRN com a Universidade do Minho/Portugal no pós-doutoramento em Ciências da Educação e Ciências Sociais. Natal: Editora IFRN, 2019.

TAVARES, A. M. B. N.; SANTOS, F. A. A.; SENA NETO, B. G. Do conselho de classe institucionalizado ao conselho de classe instituído: Dinâmica da experiência no IFRN Caicó. Revista Eletrônica Científica Ensino Interdisciplinar, Mossoró, v. 6, n. 16, 2020.

TRALDI, L. L. Currículo: Conceituação e implicações. São Paulo: Atlas, 1997.

VEIGA NETO, A. De geometrias, currículo e diferenças. Educação & Sociedade, v. 23, n. 79, p. 163-186, ago. 2002. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/79337. Acesso em: 16 out. 2020.

YOUNG, M. Para que servem as escolas? Educ. Soc., Campinas, v. 28, n. 101, p. 1287-1302, set./dez. 2007. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/es/v28n101/a0228101. Acesso em: 21 set. 2020.

Publicado

01/09/2022

Como Citar

TAVARES, A. M. B. do N.; FRANÇA-CARVALHO, A. D.; SILVA, B. D. da. Designações de currículo: Apreendendo seus sentidos em distintas teorizações. Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 26, n. esp.4, p. e022114, 2022. DOI: 10.22633/rpge.v26iesp.4.17129. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/rpge/article/view/17129. Acesso em: 26 maio. 2024.

Artigos Semelhantes

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.