Escolas Bilingues para surdos no Brasil: uma luta a ser conquistada

Edileuza Lima Freire, Anaisa Alves de Moura, Neudiane Moreira Felix

Resumo


O presente artigo tem como temática central o desenvolvimento educacional da comunidade surda através de suas lutas e como objetivo geral ressaltar a importância da implantação de escolas bilíngues no Brasil. Tomou-se como embasamento teórico os autores Kyle (1999), Quadros (2009, 2004), Skliar (1997) entre outros. O estudo é de abordagem qualitativa do tipo revisão bibliográfica reflexiva, realizado a partir da leitura e aprofundamento da literatura vigente sobre a temática no período de janeiro a maio de 2017. Os resultados indicam que as instituições escolares devem se adequar em prol da valorização educacional dos surdos, do seu desenvolvimento cognitivo, social e intelectual. Escolas bilíngues priorizam a língua brasileira de sinais (LIBRAS) como a língua primária e o português escrito como língua secundária para os alunos surdos - ao contrário das escolas inclusivas, que incluem os alunos surdos em salas de aulas mistas com alunos ouvintes, na qual a língua primária é o português e a secundária (LIBRAS), onde o interprete se torna o mediador entre o aluno surdo e os demais ouvintes, dificultando a aprendizagem do mesmo. Considera-se que escolas bilíngues são capazes de preparar seus estudantes para a vida através do ensino estruturado, baseado na língua de sinais, a partir do uso das atribuições linguísticas das Libras, facilitando o desenvolvimento e a aprendizagem do aluno surdo em sala de aula.


Palavras-chave


Bilinguismo. LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais). Escolas

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v21.n.esp2.2017.10172



Rev. on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, SP, Brasil, e-ISSN: 1519-9029

DOI prefix: 10.22633/rpge

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