Tempos e espaços de formação de professores na Universidade de São Paulo
DOI:
https://doi.org/10.22633/rpge.v30i00.21471Palavras-chave:
Formação de professores, Política institucional, Instituição social, NeoliberalismoResumo
Neste artigo, é apresentado um panorama institucional da Universidade de São Paulo, com o objetivo de analisar as políticas educacionais ao longo das últimas duas décadas. Com base na leitura interpretativa e crítica, respaldada no materialismo histórico-dialético, buscou-se compreender a formação de professores, a fim de identificar direções que se aproximam da perspectiva neoliberal de educação e focos de resistência a essa perspectiva. O corpus da pesquisa consubstancia-se na análise documental, sustentada em três eixos: normativas estaduais e nacionais e seus impactos nas políticas institucionais de formação na USP; a gestão da Pró-Reitoria de Graduação no período de 2002 a 2025, entre o instituído e o instituinte; e programas institucionais de ensino, pesquisa, extensão, permanência e inclusão estudantil. A análise retrospectiva das políticas implementadas revela um cenário complexo, marcado pela dualidade entre avanços institucionais e persistentes desafios estruturais e políticos, com avanços do neoliberalismo na consolidação das licenciaturas.
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