Gestão democrática e crise estrutural do capital: alguns apontamentos

Adriana Mota de Oliveira Sidou, Agercicleiton Coelho Guerra, José Deribaldo Gomes dos Santos

Resumo


O artigo objetiva debater o princípio da gestão democrática em relação à crise estrutural do capital, que, segundo Mészáros, tem início na década de 1970. Opta-se por uma pesquisa teórica, documental e bibliográfica. Sob a orientação desses pressupostos, observa-se que os desdobramentos dessa crise assolam todos os complexos sociais. Os sistemas educacionais, sobretudo os localizados nos países que orbitam na periferia do grande capital, como o Brasil, passam a ser monitorados pelos organismos internacionais. Essas agências têm como finalidade desresponsabilizar o Estado de suas atribuições de execução e financiamento educacional. Para isso, montam requintados processos de monitoramento. A gestão democrática para a educação imersa nesse cenário apresenta-se como um princípio que deve corroborar com as políticas de diminuição das funções estatais.

Palavras-chave


Educação; Gestão; Crise estrutural do capital.

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DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v24i2.13283



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