Práticas pedagógicas de acolhimento e inclusão: a perspectiva da pedagogia crítica

Maria Amélia Santoro Franco

Resumo


O presente artigo realça as possibilidades da pedagogia crítica na organização de O presente artigo realça as possibilidades da pedagogia crítica na organização de práticas para inclusão e acolhimento dos alunos. Parte do pressuposto de que os princípios epistemológicos da pedagogia, na perspectiva crítica, contemplam as bases dos necessários processos de inclusão, para além do mero acolhimento, reafirmando que, numa sociedade de relações contraditórias, excludentes, desiguais, opressivas, a Pedagogia há que se fazer emancipatória, na continua busca de mais humanidade nos homens, o que se fará por meio da transformação das condições que produzem exclusão/opressão. Parte da seguinte questão de pesquisa: qual o sentido pedagógico das práticas de inclusão? Que contribuições a pedagogia crítica traz a essas práticas de inclusão e acolhimento? A pesquisa em pauta baseia-se em acompanhamentos de pesquisas-ações realizadas em três municípios do Brasil, com foco na inclusão de alunos carentes e também, em estudos teóricos dos sentidos da pedagogia, das práticas pedagógicas e da epistemologia da pedagogia crítica.


Palavras-chave


Práticas pedagógicas. Inclusão. Pedagogia crítica.

Texto completo:

PDF

Referências


CCHARLOT, B. Relação com o saber, formação de professores e globalização: questões para a educação hoje. Porto Alegre: Artmed, 2005.

CONTRERAS, J. La investigación en la acción. Cuadernos de Pedagogía, Barcelona, abr. 1994, p.7-19.

FRANCO, M. A. S. A Pedagogia como ciência da educação: entre práxis e epistemologia. Tese de doutoramento. Universidade de São Paulo. São Paulo. 2001.

FRANCO, M. A. S. Pedagogia e prática docente. São Paulo: Cortez Editores, 2012.

FRANCO, M. A. S. Práticas Pedagógicas nas múltiplas redes sociais. In: LIBÂNEO, J. C.; ALVES, N. Doze temas da pedagogia: as contribuições do pensamento em currículo e em didática. 1ª ed. São Paulo: Cortez Editores, 2012a, v.1, p. 169-189.

FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

FREIRE, P. Política e educação. São Paulo: Cortez Editores,1993.

FREIRE, P. A educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976.

FREIRE, P. A Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1975.

FREIRE, P. Cartas a Cristina. São Paulo. Paz e terra. Rio de Janeiro. 1996.

GENTILI, P. A. A. O discurso da "qualidade" como nova retórica conservadora, no campo educacional. In: GENTILI, P. A. A.; SILVA, T. T. (Org.). Neoliberalismo, qualidade total e educação. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1995.

LUKÁCS, G. Existencialismo ou marxismo. São Paulo: Senzala, 1967.

NÒVOA, A. Entrevista. Disponível em: http://www.cartaeducacao.com.br/entrevistas/antonio-novoa-aprendizagem-nao-e-saber-muito/. Acesso em: 20 jul. 2016.

PACHECO, J. Aula não ensina, prova não avalia. https://www.youtube.com/watch?v=rcH8YXGDeB8. Acesso em:21 jul. 2017.

SCHMIED-KOWARZIK, W. Pedagogia Dialética - de Aristóteles a Paulo Freire.São Paulo: Brasiliense, 1983.

VEIGA, I. P A. A prática pedagógica do professor de didática. 2 ed. Campinas: Papirus, 1992




DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v21.n.esp2.2017.10370



Rev. on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, SP, Brasil, e-ISSN: 1519-9029

DOI prefix: 10.22633/rpge

Licença Creative Commons 

Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.