Planejamento colaborativo

Necessidade e possibilidade no trabalho docente no Ensino Superior

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.16173

Palavras-chave:

Planejamento de ensino, Ação didática, Colaboração

Resumo

O artigo aborda a organização da ação docente a partir da compreensão da necessidade de planejamento de ensino na educação superior. As reflexões desenvolvidas partem da premissa de que o planejamento de ensino, na perspectiva colaborativa, supera a concepção instrumental de planejamento, ensejando questões como: o que entendemos por planejamento? Quais os componentes estruturantes do plano de ensino e/ou plano de aula? Quais as possibilidades de um planejamento colaborativo? A pesquisa de natureza bibliográfica aponta como resultados que, no contexto de pensar e realizar o planejamento de ensino, é urgente romper com a tendência do isolamento na profissão docente. Nesse sentido, a cultura da prática colaborativa entre os docentes constitui possibilidade para a produção de currículo significativo, tendo em vista que o trabalho docente compartilhado fomenta a discussão, o debate, a reflexão e a decisão sobre o conteúdo e a forma do planejamento, sobre os fins e os meios para se alcançar práticas educativas transformadoras.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Hilda Maria Martins Bandeira, Universidade Federal do Piauí

Docente do curso de Pedagogia e do Programa de Pós-Graduação em Saúde e Comunidade. Professora Associada do Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino (CCE/UFPI). Doutorado em Educação (UFPI).

Eliana de Sousa Alencar Marques, Universidade Federal do Piauí

Professora do Programa de Pós-graduação em Educação. Doutorado em Educação (UFPI).

Referências

AFANASIEV, V. Fundamentos de filosofia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968.

BANDEIRA, H. M. M. Planejamento da ação docente: para quê? In: BANDEIRA, H. M. M.; LOPES, M. S. L. Encontro com a didática: Tecendo fios com a educação e saúde. Curitiba, PR: Appris, 2018.

BANDEIRA, H. M. M. Necessidades formativas de professores iniciantes na produção da práxis: Realidade e possibilidades. 2014. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal do Piauí, 2014. Disponível em: http://leg.ufpi.br/subsiteFiles/ppged2/arquivos/files/Hilda%20Bandeira%20-%20Necessidades%20formativas%20de%20professores%20iniciantes%20-%20Tese%20de%20Doutorado.pdf. Acesso em: 17 mar. 2020.

BLOOM, B. Taxonomia dos objetivos educacionais: Domínio cognitivo. Porto Alegre: Globo, 1983.

BRASIL. Lei n. 9394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da Educação Nacional. Brasília, DF: Presidência da República, 1996. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 02 ago. 2022.

CANDAU, V. M. A didática em questão. 36. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014.

CANDAU, V. M. Rumo a uma nova Didática. 21. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2011.

CUNHA, A. G. Dicionário etimológico da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Lexikon, 2010.

FARIAS, I. M. S et al. Didática e docência: Aprendendo a profissão. Brasília, DF: Liber Livro, 2014.

GANDIN, D.; CRUZ, C. H. C. Planejamento na sala de aula. 10. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2010.

GIL, A. C. Metodologia do ensino superior. São Paulo: Atlas, 2008.

HAYDT, R. C. C. Curso de didática geral. 8. ed. São Paulo: Ática, 2006.

IBIAPINA, I. M. L. M. Pesquisa colaborativa: Investigação, formação e produção de conhecimentos. Brasília, DF: Líber Livro, 2008.

KOPNIN, P. V. A dialética como lógica e teoria do conhecimento. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.

LEAL, R. B. Planejamento de ensino: peculiaridades significativas. Revista Ibero-Americana de Educación/Educação, v. 37, n. 3, p. 1-6, 2005. Disponível em: https://rieoei.org/historico/deloslectores/1106Barros.pdf. Acesso em: 07 ago. 2022.

LIBÂNEO, J. C. Didática. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2013.

LIMA, Á. As culturas colaborativas nas escolas: Estruturas, processos e conteúdos. Portugal: Porto Editora, 2002.

LUCKESI, C. Avaliação da aprendizagem escolar: Estudos e proposições. 18. ed. São Paulo: Cortez, 2006.

MACÁRIO, E. Práxis, gênero humano e natureza. Serv. Soc. Soc., São Paulo, n. 113, p. 171-191, jan./mar. 2013. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sssoc/a/Q8P9G6nwkqfyfvFxwqqhQmv/?lang=pt. Acesso em: 07 ago. 2022.

MORETTO, P. V. Planejamento: Planejando a educação para o desenvolvimento de competências. 6. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2010.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ. Pró-Reitoria de Ensino de Graduação-PREG (org.). Regulamento geral da graduação. Resolução 177/12 CEPEX-UFPI. Disponível em: https://ufpi.br/arquivos_download/arquivos/PREG/resolucoes_preg/Resolu%C3%A7%C3%A3o_n%C2%BA_17712_e_altera%C3%A7%C3%B5es_atualizada_20.06.201820180807101442.pdf. Acesso em: 20 mar. 2020.

SAVIANI, D. Pedagogia histórico-crítica: Primeiras aproximações. 9. ed. São Paulo: Autores associados, 2005.

VEIGA, I. P. A. (org.). Aula: Gênese, dimensões, princípios e práticas. 2. ed. São Paulo: Papirus, 2011.

VIEIRA PINTO, Á. Ciência e existência. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979.

VIGOTSKY, L. S. Teoria e método. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

Publicado

04/05/2023

Como Citar

BANDEIRA, H. M. M.; MARQUES, E. de S. A. Planejamento colaborativo: Necessidade e possibilidade no trabalho docente no Ensino Superior. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, p. e023028, 2023. DOI: 10.21723/riaee.v18i00.16173. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/16173. Acesso em: 18 jun. 2024.

Edição

Seção

Artigos teóricos

Artigos Semelhantes

1 2 3 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.