Esvaziamento teórico na formação inicial de professores no Brasil
uma análise dos documentos curriculares produzidos no período 2001–2024
DOI:
https://doi.org/10.22633/rpge.v30i00.21180Palavras-chave:
Políticas públicas educacionais, Formação de professores, Currículo, NeoliberalismoResumo
Este estudo analisa o movimento de esvaziamento teórico presente na formulação das diretrizes curriculares nacionais produzidas para a formação de professores no período 2001–2024. Foram delineados três objetivos específicos: compreender o campo da formação de professores em disputa; examinar os documentos curriculares que regulam a formação de professores; e problematizar os pontos de convergência entre esses documentos curriculares e os seus efeitos para a formação de professores. A pesquisa ancorou-se nos pressupostos da abordagem qualitativa por colocar em discussão a formação de professores e nas contribuições teóricas de André (2016), Contreras (2002), Giroux (1997) e Nóvoa (2017). O estudo demonstra que há um alinhamento dos documentos com as orientações de organismos multilaterais, sobretudo quando fazem a crítica ao “conhecimento teórico” presente na formação universitária de professores. Pretende-se, portanto, esvaziar a formação inicial de professores de conteúdos teóricos e encharcá-los de práticas que podem contribuir para a desintelectualização da docência.
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Referências
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