A flexibilização como um imperativo político nas políticas curriculares para o Ensino Médio no Brasil: uma leitura crítica

Emerson Lizandro Dias Silveira, Roberto Rafael Dias da Silva

Resumo


O presente artigo inscreve-se no campo dos Estudos Curriculares e realiza uma análise preliminar da reforma curricular do Ensino Médio promulgada no Brasil em 2017. A partir de uma análise teórico-conceitual que toma como base as políticas educacionais no contexto da Globalização e a Lei n. 13.415/2017, o objetivo do trabalho é compreender que racionalidades políticas se constituem no Brasil, desde a década de 1990, que reorientam e reproduzem arranjos curriculares de forma contínua e progressiva. O estudo justifica-se pela centralidade que o Ensino Médio tem assumido na agenda educacional brasileira no decorrer deste período e que neste momento volta à tona com a recente reformulação. 


Palavras-chave


Políticas Curriculares; Ensino Médio; Reestruturação capitalista

Texto completo:

PDF PDF (Español (España)) XML

Referências


ANTUNES, Ricardo.; PINTO, Geraldo. A fábrica da educação: da especialização taylorista à flexibilização toyotista. São Paulo: Cortez, 2017.

BALL, Stephen.; MAINARDES, Jefferson (orgs.) Políticas educacionais: questões e dilemas. São Paulo: Cortez, 2011.s

BRASIL. Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da Educação Nacional. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm >. Acesso em: 12 abr. 2017

BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução nº 04 de 13 de Julho de 2010. Define diretrizes curriculares para a Educação Básica. Disponível em: < http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb004_10.pdf >. Acesso em: 12 abr. 2017

BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução nº 02 de 30 de janeiro de 2012. Define diretrizes curriculares nacionais para o Ensino Médio. Disponível em: < http://pactoensinomedio.mec.gov.br/images/pdf/resolucao_ceb_002_30012012.pdf >. Acesso em: 12 abr. 2017

BRASIL. Lei nº 13.415 de 16 de fevereiro de 2017. Estabelece política de fomento a implementação de escolas de ensino médio em tempo integral. Diário oficial da União, Brasília, DF, 17 de fevereiro de 2017. Disponível em: < www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/L13415.htm >. Acesso em: 12 abr. 2017

CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999

HARVEY, David. Condição Pós-Moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. Tradução Adail U. Sobral e Maria S. Gonçalves. São Paulo: Loyola. 1993

HARVEY, David. Espaços de esperança. Tradução Adail U. Sobral e Maria S. Gonçalves. 2ª edição. São Paulo: 2006

IANNI, Octavio. Globalização: novo paradigma das ciências sociais. Estud. av., ago. 1994, v. 8, n. 21, p. 147-163.

KRAWCZYK, Nora. Reflexão sobre alguns desafios do ensino médio no Brasil hoje. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 41, n. 144, p. 752-769, set./dez., 2011.

KUENZER, Acácia Zeneida. O ensino médio agora é para vida: entre o pretendido, o dito e o feito. Ed. Soc, v. 21, n. 70, p. 15-39, 2000.

LESSARD, Claude. Políticas educativas: a aplicação na prática. tradução de Sthephania Motousek. Petrópolis, RJ, Vozes, 2016.

LIMA, Licínio. A educação faz tudo? Crítica ao pedagogismo na sociedade de aprendizagem. Revista Lusófona de Educação, n. 15, p. 41-54, 2010.

PERRENOUD, Phillipe. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens, entre duas lógicas. Porto Alegre: Artmed, 1999.

POPKEWITZ, Thomas. Reforma educacional: uma política sociológica- poder e conhecimento em educação. Tradução Beatriz Affonso Neves. Porto Alegre, Artes Médicas, 1997.

POPKEWITZ, Thomas. Reforma, conhecimento pedagógico e administração social da individualidade: a educação escolar como efeito de poder. In: IMBERNÓN, Francisco (org.). A educação no século XXI: os desafios do futuro imediato. Porto Alegre: Artmed, 2000. p. 141-70.

RAMOS, Marise Nogueira. O ensino médio ao longo do século XX: um projeto inacabado. In: STEPHANOU, Maria.; BASTOS, Maria Helena Câmara (orgs.). Histórias e memórias da educação no Brasil: século XX. 4. ed. Petrópolis: Vozes, 2011. v. III, p. 229-241

SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo- razão e emoção. São Paulo. Hucitec. 1999.

SANTOS, Milton. Da totalidade ao lugar. São Paulo. Edusp. 2005.

SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado. São Paulo. Hucitec. 1996.

SANTOS, Milton. Espaço e método. São Paulo: Nobel. 1985

SANTOS, Milton. Espaço e sociedade. Petrópolis: Vozes, 1980.

SANTOS, Milton. Por uma nova geografia. 6ª ed. 1ª reimpressão. São Paulo: Edusp. 2008

SANTOS, Milton. Modo de produção técnico-científico e diferenciação espacial. Revista Território, Ano IV, nº 6, jan/jun., 1999.

SANTOS, Milton.; Silveira, Maria Laura. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. 9ª ed. Rio de Janeiro: Record.2006

SAVIANI, Demerval. Apresentação. In: GASPARIN, João Luíz. Uma didática para a pedagogia histórico-crítica. Campinas: Autores Associados, 2002a. p. IX-XII

SFREDO, Marta.; SILVA, Roberto Rafael Dias da. Políticas educacionais para o Ensino Médio: conhecimento ou capacitação. Práxis Educativa, v. 11, n. 3, p. 881-896, 2016.

SILVA, Roberto Rafael Dias da. Políticas de constituição do conhecimento escolar para o ensino médio no Rio Grande do Sul: uma analítica de currículo. Educação em revista, v. 30, n. 1, p. 127-158, 2014.

TEODORO, António. Organizações internacionais e políticas educativas nacionais: a emergência de novas formas de regulação transnacional, ou uma globalização de baixa intensidade. In: STOER, Stephen.; CORTESÃO, Luiza; CORREIA, José Alberto (orgs.). Transnacionalização da Educação: da crise da educação à “educação” da crise. Porto, Portugal: Edições Afrontamento, 2001.




DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.unesp.v13.n4.out/dez.2018.11226



Direitos autorais 2018 Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação

 

Rev. Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, SP, Brasil, e-ISSN: 1982-5587

DOI Prefix: 10.21723/riaee

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.